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30 de setembro de 2013 • 21h33

Jogadores do Vitória desembarcam em Salvador e negam estupro no PR

Victor Ramos não quis comentar assunto ao chegar no aeroporto; outros jogadores negaram acusações
Foto: Felipe Oliveira/EC Vitória / Divulgação
  • Direto de Salvador (BA)
 

Na noite desta segunda-feira, a delegação do Vitória desembarcou em Salvador e era muito aguardada. Não porque havia vencido o Atlético-PR por 5 a 3 em Curitiba, mas por muitos jornalistas buscarem declarações dos atletas sobre um suposto caso de estupro a uma mulher de 44 anos, em Curitiba.

Ao chegar no saguão do aeroporto, o diretor de futebol do clube, Raimundo Queiroz, reafirmou o que havia dito ao Terra na manhã desta segunda. "Pela última vez, não fomos acusados de nada. Não há queixa contra ninguém do Vitória", enfatizou.

Após o depoimento da suposta vítima, a delegada Márcia Marcone, que cuida do caso, não considerou necessário ouvir nenhum jogador do Vitória, ao menos enquanto outras provas, como imagens do circuito interno de TV do hotel e resultado do exame de corpo e delito, não sejam colhidas.

Apesar de não haver queixa e dos nomes dos acusados não terem sido divulgados, a mulher teria reconhecido um dos jogadores do time rubro-negro ao ver imagens dos atletas no site do clube. Segundo informações de bastidores, um dos atletas envolvidos seria o meia Felipe. O jogador nega que tenha havido qualquer contato com a mulher. "Não tenho nada a dizer. Estava dormindo. Não a conheço, nunca a vi na minha vida", afirmou.

Outros jogadores, como o zagueiro Victor Ramos, não quiseram dar declarações sobre o assunto, mas negaram envolvimento. Já o goleiro Wilson concorda com o diretor Raimundo Queiroz, que disse mais cedo que a mulher estaria mentindo e que estaria querendo aproveitar para conseguir alguma fama. "Dormi cedo, logo depois da partida. Quando acordei, olhei na internet e vi a notícia. Isso não aconteceu. Ninguém saiu depois da partida. Acho que ela quer se aproveitar da situação", disse o goleiro.

Entenda o caso

Logo após o jogo contra o Atlético-PR, na madrugada desta segunda-feira, quatro jogadores do Vitória foram acusados de estuprar uma mulher de 44 anos, no hotel em que o clube está hospedado em Curitiba, no Paraná.

Segundo relatos, para pedir socorro, a mulher teria se jogado em frente a um carro, chorando muito, por volta das 6h30 desta segunda-feira. Ela disse ao motorista que havia sido violentada pelo grupo de jogadores dentro do quarto do hotel, mas não soube dizer quais teriam praticado o ato.

Veja a goleada fora de casa do Vitória sobre Atlético-PRClique no link para iniciar o vídeo
Veja a goleada fora de casa do Vitória sobre Atlético-PR

Nesta manhã, a suposta vítima prestou depoimento prévio e foi encaminhada para realizar exame de corpo e delito, mas o suposto caso de estupro só será definido entre 10 e 15 dias, segundo a delegada Márcia Rejane Vieira Marcone, da Delegacia da Mulher de Curitiba.

"Só terei uma definição dentro de dez a 15 dias, quando sai o resultado do exame bioquímico. Seria prematuro e irresponsável afirmar se houve ou não o crime e dar uma definição agora. Ainda faltam provas", disse a delegada.

Segundo Márcia Marcone, a mulher estava muito abalada. O depoimento foi confuso e, por vezes, contraditório. Por isso, será preciso obter outro depoimento da suposta vítima. A delegada já solicitou imagens do circuito interno do hotel onde teria ocorrido o crime e também vai escutar os funcionários. Só após essa averiguação, o segundo depoimento da suposta vítima e com o resultado dos exames, será possível definir se alguém pode ser indiciado pelo crime.

Em entrevista concedida ao Terra por telefone, o diretor de futebol do Vitória, Raimundo Queiroz, negou as acusações. "Isso não é verdade. Chegaram duas mulheres ontem (domingo) à noite aqui no hotel, e se hospedaram em andares diferentes. Elas estavam no terceiro andar, nossa delegação no sétimo, e os jogadores nem saíram do quarto", declarou o dirigente.

De acordo com Raimundo Queiroz, as duas mulheres teriam saído do hotel; depois, uma voltou dizendo que havia sido violentada, enquanto sua amiga dizia que ela estaria inventando para se autopromover. A direção do Hotel Bourbon informou que a suposta vítima e uma amiga se hospedaram no hotel às 2h de hoje, pagaram R$ 300 com cartão de débito, e fizeram o check-out (saída) às 5h.

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