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À sombra de Lugano, Luiz Eduardo pede cobranças só após os jogos

17 ago 2015
18h56
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Luiz Eduardo não estava no gramado do Morumbi – cumpria suspensão – quando a torcida do São Paulo começou a idolatrar Diego Lugano para protestar contra a equipe que perdia por 3 a 0 para o Goiás, no sábado. Ainda assim, ele era um dos afetados por aquelas cobranças. Afinal, o zagueiro chegou do São Caetano logo após o técnico Juan Carlos Osorio rejeitar o ídolo uruguaio para a sua posição.

“Não me sinto pressionado por isso”, garantiu Luiz Eduardo, nesta segunda-feira. “Eu me senti pressionado mesmo por estrear contra o Corinthians, dentro de casa, com todos desconfiados do meu futebol. Lógico que o Lugano é um ídolo da torcida, que gosta muito dele. É normal que tenha o seu nome gritado. Mas vou tentar fazer a minha parte para que, um dia, possa fazer os torcedores gritarem o meu nome”, acrescentou.

Luiz Eduardo realmente não pareceu incomodado em enfrentar um período turbulento em tão pouco tempo de São Paulo. Aos 28 anos e já bastante rodado – embora ainda não tenha alcançado grande projeção no futebol nacional –, o zagueiro se atrapalhou mais diante das câmeras de televisão ao falar sobre outra polêmica do Campeonato Brasileiro. Não conseguia nem sequer pronunciar a palavra “arbitragem”, por exemplo.

O São Paulo tem preocupado mais os seus torcedores do que os árbitros. Contra o Goiás, além de gritos por Lugano, houve insultos direcionados especificamente ao zagueiro Rafael Toloi e ao meia Paulo Henrique Ganso e outros ao restante do time, chamado de “amarelão”.

“Pode até pegar mal o que vou falar agora. Mas acredito que a torcida deva apoiar durante os 90 minutos. Depois que o jogo acabar, sim, pode cobrar”, recomendou Luiz Eduardo, apesar de ter registrado algumas mensagens de incentivo em suas redes sociais. “Agradeço por isso. Só que pode acontecer de eu não fazer um bom trabalho algum dia, e as críticas virão. Não devo me abater nem abalar quando acontecer.”

Alguns jogadores receberam mais do que críticas no fim de semana. Tiveram os seus carros chutados por torcedores ao sair do Morumbi depois do fracasso diante do Goiás, o que gerou uma notificação do Sindicato de Atletas de São Paulo ao clube.

“A gente está no São Paulo, um dos maiores clubes do Brasil. É normal que exista uma revolta quando a equipe perde por 3 a 0 para um adversário que figura na zona de rebaixamento. Mas, independentemente disso, a cobrança deve ser passiva, sem vandalismo”, repreendeu novamente Luiz Eduardo.

Para receber um apoio ativo, o São Paulo deverá mostrar poder de reação contra o Ceará, na quinta-feira, pela Copa do Brasil. O zagueiro contratado para a vaga que poderia ter sido de Lugano reforçará a equipe de Osorio nesse compromisso. “Se fizermos um bom jogo e conquistarmos o resultado positivo, os mesmos que nos vaiaram estarão nos aplaudindo”, simplificou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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