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Bicampeãs olímpicas veem título do Sollys como fundamental ao Brasil

25 out 2012
08h11
atualizado às 08h30
Leandro Piccolotto
Direto de Osasco

O título do Mundial de Clubes feminino de vôlei conquistado pelo Sollys foi inédito não só para o clube, mas também para as jogadoras do elenco. Após 18 anos da última conquista brasileira na competição, a base da Seleção bicampeã olímpica voltou a colocar um clube do País no topo do vôlei mundial. Sheilla, Fernanda Garay, Jaqueline, Thaísa e Adenízia - todas presentes nos Jogos de Londres 2012 - foram fundamentais para o triunfo da equipe de Osasco no Catar. As atletas ressaltaram, em evento realizado nesta última quarta-feira, organizado pela patrocinadora do clube, que a conquista é fundamental para o futuro do esporte no Brasil.

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Antes do título do Sollys, na semana passada, o último clube campeão mundial foi o Leite Moça/Nestlé, em 1994. Coube então a base da geração bicampeã olímpica conseguir recolocar o Brasil no topo também no cenário de clubes. A central Thaísa, melhor atacante do Mundial 2012, destacou a importância de um título desta categoria para ampliar a soberania do vôlei nacional.

"É claro que cada título que conquistamos com a Seleção Brasileira coroa o País como a principal potência do vôlei. Mas aos poucos, estamos caminhando para colocar os clubes brasileiros também no topo. Hoje nós temos muitos atletas estrangeiros querendo atuar nos nossos campeonatos nacionais, e temos que saber que o foco do mundo todo está voltado para o nosso vôlei. O Mundial era o único título que eu não tinha e isso estava faltando no meu currículo", afirmou a central da equipe paulista.

Capitã do time, a ponteiro Jaqueline ressaltou a responsabilidade das bicampeãs em prosseguir com a evolução do esporte no País. "Sempre temos uma responsabilidade maior. A pressão cai mais sobre nós (campeãs olímpicas) pelo fato de representarmos o Brasil também. Eu fiquei muito feliz de ter colocado o nome do Sollys no hall de campeões mundiais", afirmou. "Para o vôlei brasileiro foi muito importante e espero que o esporte sempre evolua no País. Não é só pelo fato de conquistarmos as medalhas, mas conseguir fazer as pessoas se interessarem pelo vôlei, e isso passa pelas conquistas dos clubes também".

Uma das principais responsáveis pela atual fase da equipe de Osasco, Sheilla comemorou o fato de ter colocado um título mundial no currículo. "Mundial de Clubes era inédito para todas nós do elenco. Eu e as meninas já buscávamos isso com a Seleção, nos dois últimos a gente foi vice, e agora foi muito legal ganhar, ser campeã mundial. Chegamos da Olimpíada com esse objetivo", disse a oposto, reforço do Sollys para a temporada e eleita a melhor jogadora da competição disputada no Catar.

"O vôlei brasileiro já é o primeiro em seleções e já estava na hora de ficar novamente em primeiro também em disputas de clubes. É um esporte que vem crescendo muito no País e esse título foi importante para ajudar nesse crescimento para o futuro", completou Sheilla.

Comandante da equipe de Osasco, o treinador Luizomar de Moura ressaltou a importância de segurar estas experientes jogadoras atuando no País. "Elas sabem da importância de um título desse porte para o vôlei brasileiro. A manutenção dessas meninas no nosso campeonato nacional é muito valiosa para o futuro do esporte a para as próximas gerações. Precisamos ter por perto o ídolo, o exemplo a ser seguido, e essas meninas desempenham esse papel para que novas jogadoras surjam em um futuro breve", destacou.

Com as medalhistas de ouro nas Olimpíadas, além da líbero Camila Brait e a levantadora Fabíola em seu time titular, o Sollys dominou o Mundial de Doha e garantiu o título de forma invicta. Foram quatro partidas disputadas e quatro vitórias, com apenas um set perdido.

Bicampeã olímpica, Jaqueline reconhece responsabilidade maior por títulos de clubes
Bicampeã olímpica, Jaqueline reconhece responsabilidade maior por títulos de clubes
Foto: Léo Pinheiro / Terra
Fonte: Terra

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