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"Londres foi a Olimpíada mais bonita que já joguei", diz Emanuel

11 ago 2012
00h13
atualizado às 00h32
André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro

No hall dos poucos atletas brasileiros que já conquistaram três medalhas olímpicas, Emanuel já teve a experiência de disputar os Jogos em Atenas, em 2004, e em Pequim, em 2008, quando conquistou ouro e bronze, respectivamente. Foi o evento de Londres, no entanto, onde conquistou a prata ao lado de Alison este ano, que trouxe mais orgulho para o atleta, que desembarcou na noite desta sexta-feira no aeroporto internacional do Rio de Janeiro.

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"Londres foi a Olimpíada mais bonita que eu já participei. O povo inglês deu um show. O sistema de transporte foi espetacular. Fomos de metrô, saindo do Crystal Palace (quartel general dos atletas brasileiros), com tudo funcionando. Foi sensacional", admitiu o atleta brasileiro, que ressaltou ainda a presença maciça do público na arena montada na capital inglesa.

"Em termos de arena, todo dia tinha 15 mil pessoas e estava sempre lotada. Eram quatro jogos, saia todo mundo e lotava todo mundo de novo. Por dia, passavam 45 mil pessoas assistindo vôlei de praia. Isso é fantástico", ressaltou Emanuel, que aos 39 anos se mostra orgulhoso de ver seu esporte hoje com apelo internacional.

"Eu vi esse esporte começar do zero e hoje é um esporte tremendamente assistido. Os ingleses curtiram, falaram nosso nome. O vôlei de praia, com 20 anos de existência, é hoje um super esporte. E estou muito feliz por fazer parte dessa história", discursou.

"Com 11 anos de idade, eu estava assistindo (aos Jogos de) Los Angeles, em 1984, nossa geração de prata, e aquilo me motivou a entrar no vôlei. Quando tinha de 16 pra 17 anos, eu queria ser o melhor do mundo. Não foi na quadra, pela minha altura não dava, e acabei fazendo a escolha certa", disse.

Falando ainda sobre o passado, o parceiro Alison, muito mais novo, com 26 anos de idade, relembrou dois momentos históricos do esporte brasileiro que o fizeram também sonhar em, um dia, conquistar uma medalha olímpica. "Em 1992 eu acompanhei o Aurélio Miguel (ouro no judô) e nunca imaginava ganhar uma medalha. E ao ver a Seleção masculina de vôlei também se consagrar, eu tive a certeza que queria ganhar uma medalha", relembrou.

"É um momento muito especial na minha carreira. Nos últimos três anos ganhei um irmão e hoje eu tenho uma família completa", completou o atleta.

Atleta retornou nesta sexta-feira ao Brasil após mais uma experiência olímpica
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Foto: André Nadeo / Terra
Fonte: Terra

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