Pela primeira vez, a entidade mandará para o Circuito Mundial uma pessoa para fazer a estatística dos jogos e filmar os adversários. As passagens aéreas serão fornecidas pelo COB e a CBV vai pagar a hospedagem.
É ano de Olimpíada e o esporte, um dos poucos em que o Brasil detém a supremacia, passa a enfrentar a cobrança por bons resultados. Não importa se Adriana Behar, Shelda e Emanuel são pentacampeões mundiais. Uma simples derrota em Atenas pode marcá-los por, no mínimo, quatro anos.
Cientes disso, as quatro duplas que vão representar o Brasil em Atenas ¿ três já estão garantidas e uma ainda disputa vaga ¿ iniciaram a preparação para a Olimpíada. Os resultados no Circuito Mundial mostram que o Brasil é, tecnicamente, o melhor do mundo.
"Os norte-americanos vão para as montanhas e treinam mentalização", diz Emanuel.
A pressão sobre os norte-americanos também é menor. "Se os EUA perderem, é só mais uma medalha a menos. Para o Brasil, é a medalha", diz Márcio. Por isso, pelo menos cinco dos oito atletas que hoje iriam a Atenas são assistidos por um profissional ligado à psicologia.
"Tem que ter alguém para te ajudar, senão pira", diz Ana Paula. No caso de Emanuel, esse trabalho já dá frutos. "Este ano resolvi mudar de postura e assumir minha condição de favorito para usá-la a meu favor. Mantendo o olha sério, indo para dentro na hora que precisa, forçando o saque", diz o jogador, que já foi a duas Olimpíadas, mas não ganhou medalha.
"Se tivesse outra postura em 1996 e 2000 poderia ter sido diferente. Foi uma questão de amadurecimento, Olimpíada é uma competição diferente".
Já Márcio procura ver os Jogos como um torneio normal: "Prefiro deixar de lado o glamour, fingir que estou jogando o Circuito Mundial".
- Lancepress!


