"Contratei um advogado na Argentina e no próximo dia 2 de fevereiro apresentaremos uma acusação penal contra Goijman, porque ele cometeu um crime que no Brasil se conhece como apropriação indevida", disse Graça aos jornalistas na cidade mexicana de Acapulco (oeste), onde está sendo realizada uma reunião dos diretores da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).
Graça, também presidente da Confederação Sul-Americana (CSV) e um dos vice-presidentes da FIVB, afirmou que Goijman não transferiu para o Brasil o prêmio pelo título de campeão da Copa América, apesar de uma emissora internacional de televisão ter pago ao dirigente argentino os direitos de transmissão do evento.
"Há dois anos tentei, sem sucesso, receber esse dinheiro, mas agora vou recorrer à justiça da Argentina", assinalou Graça, que disse ter retirado do próprio bolso o pagamento dos jogadores campeões brasileiros.
Goijman, dirigente da antiga Federação Argentina de Voleibol (FAV), foi expulso do comitê executivo da FIVB no ano passado, sob a acusação de não ter assumido suas obrigações financeiras pelo Campeonato do Mundo, organizado em seu país em 2002.
Após a expulsão do dirigente, a FIVB também desfiliou a FAV, e admitiu esta semana um novo organismo, a Federação de Voleibol Argentino (FEVA), segundo destacaram os dirigentes reunidos em Acapulco.
A FEVA, que está em processo de eleição de seus diretores, será reconhecida "sempre que respeitar os regulamentos" da FIVB e quando "não aceitar entre seus membros dirigentes sancionados", assinalou em Acapulco o espanhol Miguel Angel Quintana, integrante do conselho de administração da FIVB e do comitê que deu assessoria aos novos líderes desse esporte na Argentina.

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