Para elenco do Cimed, calendário atrapalho adaptação à regra
Foto: Sílvio Ávila/CBV/Divulgação
Antes de defender a seleção brasileira na Copa dos Campeões, Bruno, Éder, Lucão, Thiago Alves e Mario Jr. atuaram no Mundial de clubes atuando com as cores da Cimed/Florianópolis. Entretanto, a campanha do time catarinense no Catar ficou aquém do esperado e, com duas derrotas em três jogos, a equipe sequer atingiu as semifinais. Motivo? O regulamento.
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Um das causas do fracasso foi a "Golden Formula", regra testada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB) na qual o primeiro ataque de cada time deveria ser feito antes da linha dos três metros. "Chegamos lá achando que estávamos prontos, mas na verdade não estávamos", admitiu o central Éder.
"Foi uma surpresa para a gente. A primeira bola da estreia, contra o time do Irã, foi uma bola muito rápida, todo mundo ficou olhando", contou o atleta. "Acabamos vacilando neste primeiro jogo contra um time que é inferior ao nosso. Em uma competição curta você não pode vacilar, pois senão acaba ficando para trás", analisou.
Para Lucão, uma mudança na tabela do Mundial de clubes poderia ter alterado o destino da Cimed na disputa. "Esse time do Irã já estava trabalhando a nova regra há um bom tempo. Os centrais deles estavam atacando uma bola muito rápida. Se a equipe tivesse jogando contra o Irã depois do primeiro jogo, talvez fosse diferente pois fomos crescendo durante o campeonato", analisou.
Com tantas dificuldades, eles confessam que a sensação de alívio ao chegar na Copa dos Campeões, disputada com as regras normais. "Para mim e para o Lucão, foi um alívio enorme. A gente ficava no Mundial só vendo a bola passar e não podia fazer nada, só ajudávamos no bloqueio e no saque. Foi um alívio chegar no Japão e poder jogar normal", reconheceu Eder.
Apesar de não querer usar a "Golden Formula" como desculpa para a eliminação no Mundial de clubes, Bruno reconhece que os jogadores da Cimed foram com uma motivação a mais para a Copa dos Campeões.
"No Japão, a gente queria mostrar uma coisa muito maior do que fizemos no Catar. No vôlei 'normal' não tem mistério. Querer mostrar serviço, nós sempre queremos, mas aumentou depois de um fracasso desse", comentou o levantador.
No congresso técnico da FIVB para avaliar a Golden Formula, o consenso geral foi de reprovação à nova regra.
- Gazeta Esportiva


