Bernardinho reclama de tabela
Foto: Washington Alves/VIPCOMM/Divulgação
Enquanto a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) comemora o número de 17 equipes inscritas na Superliga masculina, recorde histórico da competição, o técnico Bernardinho quebra a cabeça para evitar que o desgaste provocado pelo grande número de jogos e viagens prejudique a seleção brasileira em 2010, ano em que o time tentará o tricampeonato mundial.
Equipe de Giba e Rodrigão, além dos medalhistas de prata em Pequim Marcelinho e Gustavo, o Pinheiros/Sky, por exemplo, irá percorrer aproximadamente 13.300 km somente durante a fase de classificação. Atual campeã brasileira e fornecedora de cinco atletas que conquistaram a Copa dos Campeões, na última segunda-feira, a Cimed/Florianópolis andará bem mais no mesmo período: cerca de 19.000 km.
Como comparação, para se sagrar campeão na última temporada, o time catarinense percorreu durante a Superliga inteira, incluindo playoffs e decisão no Rio de Janeiro uma distância próxima a 18.800 km.
"Essa Superliga tem times, jogos e viagens em excesso. Isso é o que está me preocupando agora", admite o técnico Bernardinho, que planejava iniciar o trabalho com o time nacional em 2010 em maio, mas já teve que mudar os planos. "Não vai ser mais porque é nesta época que vai estar acabando a Superliga", lamenta o treinador. A decisão do nacional está programada para um jogo único em primeiro de maio, na cidade de São Paulo.
"Talvez o excesso seja prejudicial em termos de lesões e cansaço. Temos que avaliar com calma", afirmou Bernardinho.
- Gazeta Esportiva


