Jogador afirma que intuito do grupo treinado pelo técnico do Bernardinho é manter a união
Foto: Alexandre Arruda / CBV/Divulgação
Alçado à condição de titular da Seleção Brasileira masculina de vôlei, Marlon ainda não acredita estar garantido no Mundial, que começa em 25 de setembro, na Itália. O jogador, inclusive, avalia que seu status dentro da equipe não mudou.
"Eu continuo no meu papel, como segundo levantador a princípio, e fazendo tudo a favor do Bruno e da equipe", diz o atleta do Minas. "O intuito desse grupo é se manter unido e se ajudar nas dificuldades", acrescenta.
Convocado para a Seleção pela primeira vez em 2008, Marlon destaca o bom relacionamento que tem com o filho do técnico Bernardinho, antigo titular e eleito o melhor da posição nas Superligas de 2005/2006, 2006/2007, 2007/2008 e 2008/2009.
"A gente tem uma troca de informações, principalmente antes dos jogos, quando fazemos uma avaliação tática do adversário", afirma o levantador, 33 anos. "Sempre trabalhamos os dois juntos, nunca um atrás do outro."
Na visão de Marlon, a má fase de Bruno é passageira. "O levantador tem todas as bolas na mão o jogo inteiro e pode sofrer uma pressão, mas acredito que o Bruno tirou essa fase final como uma excelente lição para a carreira", diz o jogador.
Afirmando fazer um planejamento semanal na Seleção, porque "tudo pode acontecer", Marlon teve que superar uma grave lesão nesta temporada: em abril, ele fraturou o quarto metacarpo da mão direita e precisou se afastar temporariamente das quadras. "Foi a lesão mais grave que tive."
Quase três meses depois, ele comemora aquele que define como "o momento mais importante da minha vida como jogador de voleibol": ser titular na decisão da Liga Mundial, onde o Brasil conquistou seu nono título e se tornou o maior vencedor da história do torneio.
"Com a fratura, parei para refletir muito e dei cinco passos atrás. Foi muito importante porque tive que treinar da mesma forma que quando era garoto, refazendo todos aqueles trabalhos para fortalecer mão, os braços, ganhar qualidade e precisão, coisa que eu já não vinha fazendo porque não havia necessidade", diz Marlon.
Ele, porém, ainda não está satisfeito. "Falta um pouco de sensibilidade por causa de lesão. No meu auto-julgamento preciso de uma participação mais efetiva durante jogos, onde você tem situações que não espera. Não é uma coisa certinha, programada, como no treino. São ajustes com o Lucão, com o Leandro Vissotto, pois aconteceu até um acidente na quadra", afirma o atleta, que levou uma joelhada na nuca do oposto durante a semifinal contra Cuba.
Após tirar essa semana de descanso, a Seleção Brasileira de vôlei volta a se reunir na próxima segunda-feira, no Centro de Treinamento de Saquarema.
- Gazeta Esportiva





