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 Após Pequim, CBV aproxima seleção feminina dos fãs
06 de agosto de 2010 08h26 atualizado às 09h09

Presidente da entidade, Ary Graça (dir) lembra que equipe chegou a ficar sete anos sem atuar no Brasil. Foto: Reinaldo Marques/Terra

Presidente da entidade, Ary Graça (dir) lembra que equipe chegou a ficar sete anos sem atuar no Brasil
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Acompanhar jogos da Seleção masculina de vôlei nunca foi problema para os brasileiros: todo ano, há pelo menos seis oportunidades diferentes, em três cidades distintas, para ver o time de Bernardinho "in loco" graças à Liga Mundial. Com a equipe feminina, porém, a situação era oposta até pouco tempo atrás: ver as meninas atuando só era possível pela TV ou através de caras viagens para a Europa ou para a Ásia.

Desde a conquista do ouro na Olimpíada de Pequim, porém, a Confederação Brasileira da modalidade (CBV) tem se esforçado em aproximar o time dos fãs. Mais amistosos estão sendo programados para o País, que também conseguiu, desde o ano passado, sediar uma etapa do Grand Prix.

"Os campeonatos femininos eram todos na Ásia, excepcionalmente um ou outro jogo ia para a Europa. Chegamos a ficar sete anos sem jogar aqui. O povo não estava vendo o time. É muito complicado acompanhar partidas de madrugada", lembra o presidente da CBV, Ary Graça. "Chegou um ponto que o Grand Prix não estava mais valendo a pena, pois o que a TV me paga para transmitir a competição lá é o mesmo que pagaria em um quadrangular no Brasil", disse.

A entidade, entretanto, diz ter esperado o momento ideal para pleitear seus direitos: a conquista da medalha de ouro olímpica. "Para se impor, você precisa ser alguém. Hoje, estamos em uma boa situação na FIVB", afirmou o dirigente. "Então, no fim de 2008 cheguei e falei: quero uma perna disto no Brasil", acrescentou.

O resultado foi a realização de três jogos do Grand Prix 2009 no Rio de Janeiro e outros três em São Carlos, interior de São Paulo, este ano - a sede inicialmente escolhida era a capital paulista, mas o ginásio do Ibirapuera entrou em reforma e obrigou uma mudança dos planos. A CBV arca com todos os custos de translado dos times até o ginásio, fornecido pelo governo local.

De acordo com Ary, atualmente a seleção feminina está quase tão valorizada quanto o badalado time masculino. Por isso, ele assegura que o Brasil seguirá tendo uma etapa do Grand Prix por muitos anos. "Está mais do que garantido. Só tenho que alternar as cidades porque muita gente pede essas partidas", disse.

Gazeta Esportiva