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 Paula Pequeno é só otimismo:"vou estar 1000% no Mundial"
31 de agosto de 2010 10h30 atualizado às 11h02

Paula Pequeno está animada para disputar o Mundial. Foto: FIVB/Divulgação

Paula Pequeno está animada para disputar o Mundial
Foto: FIVB/Divulgação

O sorriso no rosto contrastava com a proteção no pé esquerdo e com as muletas. Nem parecia que Paula Pequeno havia fraturado o tornozelo no momento em que finalmente crescia no Grand Prix. Muito menos ela indicava que corre riscos de não jogar o Campeonato Mundial. Bastante otimista, a ponteira da seleção feminina de vôlei voltou ao Brasil garantindo muita dedicação para conseguir defender a camisa amarela no campeonato mais importante da temporada.

"Vou estar 1000% no Mundial, se Deus quiser", comentou a atleta, eleita a melhor atleta do vôlei feminino nas Olimpíadas de Pequim. "Esta é a minha grande esperança. Estou sem dor e é só questão de respeitar o corpo mesmo, dar um descanso para o osso. Daqui a pouco eu volto", prometeu.

A previsão do médico da seleção brasileira, Júlio Nardelli, é que Paula esteja em condições de jogo novamente entre quatro e seis semanas. Mas, no que depender da atleta, esse tempo será ainda menor. "O que o médico falar, será metade", sorriu.O Mundial começa em 29 de outubro, no Japão.

Lesões graves não são uma novidade na carreira de Paula. Em 2004, ela era presença certa nas Olimpíadas de Atenas, mas uma lesão no cruzamento do joelho esquerdo a impediu de participar da campanha que culminou com o quarto lugar. No ano passado, uma nova lesão no mesmo local a obrigou a se submeter a outra cirurgia e ela não jogou o Grand Prix.

Tantas provações não abalam a atacante. Pelo contrário: viraram piada. "As meninas falam que eu sou filha do Wolverine", contou a jogadora, se referindo ao personagem das histórias em quadrinhos que possui regeneração extremamente rápida, além de ossos de adamantium, substância fictícia e ultraresistente. "Eu quis apostar com o meu fisioterapeuta que no exame da quinta não vai dar quase nada e ele não quis", brincou.

Curiosamente, Paula também teve que se superar para participar do último Mundial, em 2006. Na ocasião, ela teve que correr contra o tempo para recuperar a boa forma física depois de dar a luz a Mel, em 8 de junho. O Mundial começou em 31 de outubro e, ao contrário de muitas previsões, Paula estava lá, apesar de ter ficado a maior parte da disputa no banco. O Brasil ficou com a prata, após perder a final por 3 a 2 para a Rússia.

"A gente fica passando por provações o tempo todo, mas eu sempre aceitei estes propósitos que Deus dá na nossa vida, seja lá ele qual for e o tanto duro que for. O importante é a gente encarar com a cabeça boa, pensando positivo, pensando no que tem que fazer e trabalhando, sem nunca perder as esperanças", ensinou.

A ponteira brasileira deve passar por nova avaliação ainda nesta semana, na quinta-feira, e está liberada para fazer certos exercícios físicos a fim de não perder a forma. Outra lesionada da seleção, Mari, não falou com os jornalistas durante o desembarque da equipe.

Gazeta Esportiva