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 Operado, Bernardinho tem "teste de paciência" e é dúvida no Mundial
02 de setembro de 2010 08h50

Em recuperação, técnico ainda não sabe se poderá dirigir equipe do banco de reservas. Foto: Paulo Augusto/Vipcomm/Divulgação

Em recuperação, técnico ainda não sabe se poderá dirigir equipe do banco de reservas
Foto: Paulo Augusto/Vipcomm/Divulgação

ANA CARLA GOMES

Enquanto os jogadores treinavam na manhã desta quarta-feira, em Saquarema, Bernardinho assistia tudo à beira da quadra, em uma cadeira de rodas, com o pé esquerdo para o alto. Recuperando-se de cirurgia no tendão de Aquiles, o comandante tem enfrentado um exercício constante de paciência, sem poder participar tão ativamente dos treinos, e só pensa em estar em condições de dirigir a Seleção Brasileira masculina no Mundial de Vôlei, que acontece a partir do próximo dia 25, na Itália.

"A cicatrização está excelente. Estamos tentando para o Mundial que eu consiga estar em pé, sem muleta", contou Bernardinho, que nesta quinta segue com o time para Curitiba, onde vai comandar três amistosos com a Polônia.

"Nos amistosos, as regras são mais flexíveis, posso ficar sentado em uma cadeira do lado do banco. No Mundial é que temos de ver como a coisa vai acontecer porque não posso ficar de muleta, em pé do lado do quadra, e não posso ficar em cadeira de rodas. Vamos esperar até lá", comentou o treinador, que tem usado uma bota imobilizadora, conhecida como "robocop".

O médico Ney Pecegueiro do Amaral, que operou Bernardinho, mostrou confiança em ver o técnico à beira da quadra no Mundial. "Ele tem condição de estar em pé, sim, no Mundial. Ou usando uma só muleta para se equilibrar, até porque a gente o conhece bem", brincou o médico, referindo-se ao jeito elétrico do treinador.

A mesma lesão

O técnico já havia rompido o tendão de Aquiles do pé direito em 2006. "Quinze dias depois viajei para a Europa com uma Seleção de novos. Confesso que foi difícil viajar muito, de muleta para cima e para baixo. Eu já tinha mais ou menos um mês de operado, que é o tempo que vou ter na época do Mundial", recordou. O treinador também disputou um Mundial naquele ano e foi campeão: "se o resultado for igual ao de quatro anos, será maravilhoso".

Usando cadeira de rodas ou muletas, Bernardinho reconhece que deveria estar repousando mais. "Estou fazendo coisas que, em tese, não era para fazer. Fico sentado na cadeira de rodas, em média, quatro a cinco horas por dia nos treinamentos. De um modo geral, pessoas com 11 dias de operadas ficam só na cama com o pé para o alto", afirmou o técnico.

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