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Comitê Desportivo GLS emite nota em defesa de Michael

05 de abril de 2011 20h51 atualizado às 23h16

Atleta do Vôlei Futuro acusa torcida mineiro de homofobia. Foto: Vôlei Futuro/Divulgação

Atleta do Vôlei Futuro acusa torcida mineiro de homofobia
Foto: Vôlei Futuro/Divulgação

No dia em que o central do Vôlei Futuro, Michael, assumiu a homossexualidade, o CDG (Comitê Desportivo GLS Brasileiro) aprovou a coragem do atleta, manifestou apoio e repudiou o ato preconceituoso sofrido por ele.

Em uma nota oficial, a entidade sem fins lucrativos ressaltou que o tabu da homossexualidade é pouco difundido em círculos esportivos e que a iniciativa do jogador contribui para amenizar este cenário.

Érico do Santos, presidente do CBG, comentou que a opção sexual do jogador (que foi alvo de um ataque maciço de preconceito na partida da última sexta-feira, contra o Cruzeiro) não afeta sua performance dentro das quadras.

"O fato de o Michel assumir ser homossexual não irá alterar em nada o seu desempenho nas quadras. Por ele ser homossexual não vai fazê-lo mais ou menos homem, pois ele é não é diferente de nenhuma pessoa do sexo masculin", afirmou.

Entenda o caso:

O Vôlei Futuro decidiu enviar um relatório à CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) e ao STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva) relatando o ataque homofóbico. Após o estardalhaço e o clima de "guerra" entre os dois times, o jogador decidiu assumir a homossexualidade. O próximo jogo entre Vôlei Futuro e Sada/Cruzeiro será no próximo sábado. Na partida anterior, os mineiros venceram por 3 a 2.

Confira a nota na íntegra:

O Comitê Desportivo GLS Brasileiro, CDG Brasil, entidade sem fins lucrativos, que tem o objetivo desenvolver atividades de caráter desportivo, recreativo, artístico e cultural em favor da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais) e seus simpatizantes, e na promoção e defesa dos direitos da população LGBT no âmbito nacional, vem manifestar o apoio ao jogador Michael Souza, meio de rede do time Vôlei Futuro, por assumir sua homossexualidade.

Sabemos que a homossexualidade, ainda é um tabu no meio esportivo. Em outros círculos, o assunto é abordado de forma mais aberta do que no esporte. O fato de o Michel assumir ser homossexual não irá alterar em nada o seu desempenho nas quadras. Por ele ser homossexual, não vai fazê-lo mais ou menos homem, pois ele não é diferente de nenhuma pessoa do sexo masculino.

Repudiamos todas e quaisquer ações homofóbicas, e aguardamos uma resposta das autoridades competentes.

Colocamos-nos à disposição.

Respeitosamente,

Érico dos Santos

Presidente do Comitê Desportivo GLS Brasileiro

Com informações da Lancepress!

Gazeta Esportiva