Lesão na canela afasta Giba das quadras da Superliga masculina
Foto: Reinaldo Marques/Terra
- Allan Farina
No dia 13 de fevereiro, o ponteiro Giba terá que realizar cirurgia para acelerar a recuperação de uma lesão na canela esquerda, problema que o aflige desde 2011. A contusão compromete a presença do jogador na disputa dos playoffs da Superliga masculina com o Cimed/Sky, mas não deve impedi-lo de disputar a Olimpíada de Londres.
É o que considera o próprio Giba, que evitou dar prazos de seu retorno à quadra. Em entrevista ao Terra, o capitão da Seleção Brasileira explicou que somente com a evolução do pós-operatório será possível determinar o tempo completo de sua ausência das quadras, mas que deve estar em sua melhor forma nos Jogos de Londres - um todos motivos, inclusive, de a cirurgia precisar ser feita.
"Vimos que o tempo de recuperação não estava dando resultado para que eu conseguisse chegar no ponto bom para disputar a Superliga. Já que a Superliga ficou comprometida, decidimos por forçar para que eu consiga a volta o mais rápido possível para a Olimpíada", explicou Giba.
A lesão ocorreu durante o Sul-Americano, em 2011, com a Seleção, e o problema se agravou na disputa da Copa do Mundo do Japão, em que o ponteiro foi titular. Na competição, Giba precisou substituir Dante, que se machucou na estreia e ficou fora até a fase final. Foram 11 jogos em 14 dias, maratona que cansou toda a equipe do técnico Bernardinho.
Confira a seguir a entrevista com o ponteiro Giba, do Cimed/Sky e da Seleção Brasileira:
Terra - É a primeira cirurgia da sua carreira. Como você vem encarando isso?
Giba - Numa boa. Estou bem tranquilo. Estou me sentindo abençoado por estar com 35 anos e vinte anos de carreira e ter que fazer só agora a minha primeira cirurgia.
Terra - Como você e a comissão do Cimed/Sky chegaram à conclusão de que a cirurgia era a solução necessária?
Giba - Nós vimos que o tempo de recuperação não estava dando resultado para que eu conseguisse chegar no ponto bom para disputar a Superliga. Já que a Superliga ficou comprometida, decidimos por forçar para que eu consiga a volta o mais rápido possível para a Olimpíada.
Terra - É previsto que a recuperação demore ao menos dois meses. Há ainda a expectativa de jogar nos playoffs ou isso está descartado?
Giba - Ainda está muito difícil e dizer, precisamos ver como vai ser no pós-operatório. Só depois vamos ter como falar. Não tem como fazer previsão, só depois veremos a possibilidade.
Terra - É possível fazer um prognóstico para a Liga Mundial (que ocorre a partir de maio)?
Giba - Não posso dar um parâmetro de nada. Preciso ver como vai ser o pós-cirurgia, não poso dar prazos.
Terra - A contusão na canela é um problema que se agravou durante a Copa do Mundo, muito porque você precisou ser titular no lugar do Dante. Dá para dizer que a lesão do Dante contra o Egito acabou doendo mais em você?
Giba - Foi uma coisa que acabou se agravando. Com 35 anos, fazer uma cirurgia hoje, não tem que se preocupar muito. Lesão é algo que já aconteceu outras vezes, isso é mais do que normal. É só lembrar como foi o calendário da competição, como foi duro.
Terra - Em algum momento você temeu que a lesão pudesse atrapalhar sua presença na Olimpíada?
Giba - Não, acho que não. Isso está sendo bem feito justamente para que isso não me atrapalhe, para que eu possa voltar com condições de jogar a Olimpíada na melhor forma.
Terra - Você já recebeu palavras de apoio de colegas de outros times e da Seleção?
Giba - Sim, todo mundo ficou bem preocupado e fez de tudo para me apoiar. Estou bem animado e com o apoio. O pessoal já ficou sabendo e me mandou mensagens. O Murilo, o Sidão, o Escada (Serginho), o Bernardo, já falei com bastante gente. Se não falei diretamente, recebi por meio de alguém, já deram um jeito de mandar um abraço e um apoio para que tudo ocorra bem.
- Terra





