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Vôlei

Ouro em Pequim, Fofão vê Seleção feminina como favorita nas Olimpíadas

Nesta quarta-feira, a Seleção Brasileira de voleibol sentado feminino recebeu uma visita ilustre durante o treinamento: a ex-jogadora Hélia Souza, a Fofão. O encontro foi organizado pela Casa de David, entidade que cuida de pessoas com deficiência, e a veterana de 46 anos causou euforia e emoção nas atletas paralímpicas, que praticavam no Colégio da […]

19 mai 2016 - 09h13
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Nesta quarta-feira, a Seleção Brasileira de voleibol sentado feminino recebeu uma visita ilustre durante o treinamento: a ex-jogadora Hélia Souza, a Fofão. O encontro foi organizado pela Casa de David, entidade que cuida de pessoas com deficiência, e a veterana de 46 anos causou euforia e emoção nas atletas paralímpicas, que praticavam no Colégio da Polícia Militar, em Guarulhos. Dona de três medalhas olímpicas, Fofão falou com a Gazeta Esportiva sobre sua expectativa a respeito da equipe feminina do Brasil, que venceu os últimos dois ouros nos Jogos, e ainda entrou em quadra.

Como jogadora, Fofão disputou cinco Olimpíadas, e acumula um ouro (2008) e dois bronzes (1996 e 2000). Aposentada do time nacional há oito anos, a levantadora não participou da conquista do lugar mais alto do pódio em 2012. Neste ano, a Seleção tentará o tricampeonato em sono nacional. Diante deste cenário, a paulistana comentou sobre a pressão de jogar ao lado da torcida e da experiência da equipe.

“Acho que não vai ser fácil, porque tem a pressão de jogar em casa e a cobrança por vencer. Para mim, ver que a Seleção manteve a mesma base desde duas Olimpíadas torna a equipe favorita. Acredito que tenha totais condições de ganhar uma medalha de ouro, até pela experiência de saber qual é o caminho. Mas que vai ser muito difícil, vai”, disse a multicampeã.

As últimas duas finais olímpicas foram disputadas entre Brasil e Estados Unidos, com a equipe sul-americana levando a melhor nas duas. Para Fofão, a manutenção da base da equipe foi importante para que os resultados aparecessem, e que isso pode ser decisivo no Rio de Janeiro em agosto.

“A Seleção está forte, porque, acima de tudo, são jogadoras que ganharam experiência ao serem campeãs olímpicas. Isso vai te amadurecendo, vai te dando mais segurança. Acho que conseguimos, de 2008 para cá, manter uma equipe padronizada, e isso vem trazendo resultados. Por isso, acredito que a Seleção leve vantagem por ter adquirido tanta experiência nessas três últimas Olimpíadas”, continuou a levantadora.

Ainda que esteja na torcida, Fofão descartou a possibilidade de integrar a comissão técnica de José Roberto Guimarães durante as Olimpíadas.

“Vai ser difícil, porque eu vou ser comentarista. Contudo, talvez eu visite as meninas para dar um abraço e desejar boa sorte. Para esse ano, ainda é tudo muito recente, então vai ser difícil estar lá ao lado dele, mas estarei em pensamento, passando energia positiva”, completou.

Após 17 anos de carreira, ex-jogadora da Seleção Brasileira não resistiu e foi à quadra, desta vez para o vôlei sentado. Assim que o treinamento começou, Fofão se admirou com as atletas, e declarou que tinha certeza de que não se sairia bem na modalidade paralímpica. Contudo, embora algumas características mudem, a essência do vôlei continua a mesma, e essa está intrínseca a Hélia Souza.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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