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Pela décima vez, Rio de Janeiro e Osasco decidem a Superliga feminina

25 abr 2015
15h56
atualizado às 15h56
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Nove finais em dez anos. Este é o número de vezes que Rexona-Ades/Rio de Janeiro e Molico-Nestlé/Osasco decidiram a Superliga feminina de vôlei na última década. Nesta temporada, as maiores equipes brasileiras confirmaram o favoritismo e mais uma vez chegaram à decisão da Superliga, marcada para a manhã de domingo, na Arena da Barra, no Rio de Janeiro. Por ter apresentado a melhor campanha na temporada regular, o time comandado por Bernardinho conquistou o direito de decidir a taça em seus domínios.

Considerando o retrospecto, o favoritismo cabe ao time carioca. Desde a temporada 1994/1995, quando a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) passou a intitular o torneio nacional como Superliga, o time do Rio de Janeiro levantou a taça em sete oportunidades (de 2005 a 2009, 2010-11, 2012-13 e 2013-14). Além disso, foi para as últimas 11 decisões, todas contra Molico-Nestlé, com exceção da última temporada, quando o Sesi-SP eliminou Osasco na semifinal, mas acabou derrotado pelas cariocas. 

As atuais campeãs se classificaram para os playoffs em primeiro lugar, com 23 vitórias e apenas uma derrota, somando 67 pontos. Não fosse pelo tropeço diante do Sesi-SP na última rodada, a equipe teria fechado a temporada regular de maneira invicta. Para chegar à decisão, o Rio venceu São Caetano e Minas nas quartas e semi, respectivamente, fechando a série em 2 a 0. 

O time da região metropolitana de São Paulo, por sua vez, já se sagrou campeão cinco vezes (de 2002 a 2004, em 2009-10 e 2011-12). O Molico foi o terceiro na classificação geral, com 19 triunfos, cinco derrotas e 54 pontos conquistados. Para seguir vivo na briga pelo sexto título, Oasasco passou por Brasília e Pinheiros, também por 2 a 0. 

A decisão da Superliga contará com uma série de campeãs olímpicas. Thaísa, Dani Lins, Camila Brait, Adenízia e Mari (Osasco) enfrentarão Valeskinha, Fabi e Fofão (Rio de Janeiro), dirigidas pelo premiado Bernardinho, no confronto marcado para o final de semana. No entanto, a maior pontuadora do torneio tem apenas é inexperiente e ainda não registra passagens pela representação verde-amarela. A jovem Gabriela Guimarães, a "Gabirú", tem apenas 20 anos e é a atleta que mais converteu pontos de ataque, com 360 acertos e cerca de 25% de aproveimento, seguida por Natália Pereira, que já defendeu o Brasil e foi responsável por 253 pontos na Superliga. 

Para a levantadora Fofão, que se despede das quadras neste domingo, a presença de atletas da Seleção Brasileira é um fator que eleva o nível da decisão, mas a medalhista de ouro em Pequim 2008 fez questão de ressaltar a evolução das demais jogadoras, principalmente Gabirú. 

"Eu acho que as meninas que não são de Seleção cresceram muito, como a Gabirú, que trouxe um volume muito grande de jogo. Ela não é de Seleção, tem um outro padrão de jogadora, mas acho que está fazendo diferença pra equipe que tem tantas jogadoras decisivas", contou Fofão à Gazeta Esportiva, mostrando-se cautelosa diante da união do plantel adversário. 

"Elas estão em um momento de confiança em que o grupo foi fortalecido, então nós temos que ter atenção com todo mundo, a gente não pode se preocupar com uma ou com outra, porque a gente sabe que se as seis jogarem bem, vai ser muito complicado pra gente", acrescentou a levantadora de 45 anos. 

A final também terá a presença das duas melhores bloqueadoras da Superliga. Ana Carolina Silva, do Rexona, foi a atleta com mais acertos no fundamento: foram 95 bloqueios bem-sucedidos e 98 erros, seguida por Adenízia, do Molico, destaque com 96 acertos e 108 falhas. No entanto, a equipe de Osasco também conta com a força de Thaísa, com 82 acertos, e lidera o fundamento nas equipes, com 379 sucessos ao longo da competição.  

"Como são duas equipes que se conhecem muito bem, eu acho que a tática do jogo vai ser o segredo da final", avalizou Fofão. "A gente sabe que é um time que tem uma leitura muito boa, tem duas centrais que jogam muito bem, bloqueiam muito bem. Na semifinal, esse foi o melhor fundamento delas, então nós vamos ter alguns cuidados especiais". 

Além disso, o Rio de Janeiro terá que trabalhar muito bem o saque para vencer as boas recepções da líbero Camila Brait, que lidera com 279 acertos e 51.68% de aproveitamento, enquanto o Rexona é apenas o 10º no fundamento.

"Um dos nossos segredos tem sido o bom saque, e o bloqueio e a defesa também fizeram a diferença nos jogos contra o Sesi. A proposta é seguir reproduzindo no jogo o que estamos fazendo nos treinos", avaliou Brait. Para evitar que as comandadas do técnico Luizomar explorem esse aspecto de seu time, Bernardinho planeja "alongar o jogo e trocar as bolas".

"Estamos trabalhando muito neste sentido. Assim, teremos chance. Dificilmente uma equipe consegue atropelar Osasco. Mas se tiverem oportunidade, elas podem nos atropelar", explicou o treinador, exaltando a força das adversárias. "É uma equipe com muitos valores e muita força. Ocasionalmente conseguimos vencê-las, como aconteceu nesta temporada, mas é preciso ter esse cuidado em mente", lembrou o treinador carioca, referindo-se às vitórias de suas atletas sobre o Oasasco no turno e returno por 3 sets a 0 e 3 sets a 2, respectivamente. 

A final da Superliga feminina de vôlei, disputada em jogo único, será realizada no domingo, às 10h15 (de Brasília), na Arena na Barra, futuro palco dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro de 2016.  

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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