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Sollys "esquece" Mundial e rechaça favoritismo na semi do Paulista

24 out 2012
12h18
atualizado às 13h22
Leandro Piccolotto
Direto de Osasco

Jogadoras e integrantes da comissão técnica do Sollys/Osasco receberam na manhã desta quarta-feira, no Ginásio Municipal José Liberatti, em Osasco, homenagens pela conquista inédita do título do Campeonato Mundial de clubes de vôlei, vencido na última sexta-feira, em Doha, no Catar. Em uma confraternização descontraída, organizada pela empresa patrocinadora da equipe, as campeãs deixaram claro que as festividades pelo título já ficaram no passado e que o foco agora é "esquecer" o título para a disputa semifinal do Campeonato Paulista, diante do Pinheiros.

Amplas favoritas para o duelo semifinal, que será realizado nesta próxima quinta-feira, às 19h (de Brasília), as jogadoras do Sollys/Osasco tiveram o mesmo discurso sobre a disputa pelo Estadual: esquecer o título mundial e rechaçar o favoritismo.

A capitã Jaqueline falou sobre a emoção de ser campeã, mas ressaltou que a pressão sobre o time ficará redobrada após a conquista. "A pressão, por terem cinco campeãs olímpicas no elenco, é sempre maior do nosso lado. Mas a equipe é bem experiente e já sabe conviver com esse rótulo de favoritas na cabeça. É bom ganhar (o Mundial) e ter isso como diferencial, mas iremos enfrentar uma grande equipe e temos que saber que tudo pode acontecer. Sabemos das dificuldades que iremos enfrentar", afirmou.

Eleita a melhor passadora da competição, a ponteira destacou a importância do título para o vôlei brasileiro e que a busca por uma nova conquista inédita para a equipe é o principal fator motivacional nas decisões do Paulista. "Não tem como 'passar uma borracha' no título mundial, porque foi uma conquista inédita para nós. E para o vôlei brasileiro esse título foi muito importante, não apenas individualmente para nós atletas, mas para o futuro do esporte no País. Isso tem que ser ressaltado também. O título do Campeonato Paulista também é inédito para o time, e isso aumenta a nossa motivação e responsabilidade na briga pelo troféu", disse a capitã do Sollys/Osasco.

Grande responsável pela conquista e pela incrível sequência de 35 triunfos consecutivos das representantes de Osasco, a bicampeã olímpica Sheilla destacou a importância do trabalho realizado ao longo do Campeonato Paulista para chegar bem na disputa do Mundial. "Nós conseguimos jogar o Paulista e se preparar para o Mundial. Isso foi importante e deu certo", disse a oposta do Sollys, que também preferiu minimizar o favoritismo na semifinal do Estadual. "Tivemos dificuldades no Mundial e vamos ter contra o Pinheiros. Não adianta ser 'favoritas apenas no papel', temos que jogar e temos consciência disso. Estamos acostumadas a lidar com isso", afirmou a maior pontuadora e eleita a melhor jogadora do torneio disputado no Catar.

Entusiasmada com a sequência positiva da equipe, a líbero Camila Brait, eleita melhor líbero da competição internacional, foi um pouco contrária a opinião das companheiras e falou que o favoritismo pode atrapalhar caso o time não consiga lidar bem com a situação. "Se fala muito do nosso favoritismo, mas isso pode atrapalhar a gente. Não temos que ouvir nada disso e mostrar o resultado do nosso trabalho dentro de quadra. Temos que estar ainda mais focadas agora com esse título, porque todo mundo vai querer ganhar da gente. Se vacilarmos, podemos ser atropeladas", disse a atleta, que foi cortada Seleção Brasileira às vésperas da Olimpíada de Londres.

O time comando por Luizomar de Moura não terá mais tempo para festejar o título Mundial. As jogadoras treinarão na tarde desta quarta-feira, às 17h (de Brasília), na preparação para o primeiro confronto semifinal contra o Pinheiros, que será realizado na capital paulista, nesta próxima quinta-feira.

A jogadora Jaqueline foi eleita a melhor passadora do Mundial de Clubes vencida pelo clube brasileiro
A jogadora Jaqueline foi eleita a melhor passadora do Mundial de Clubes vencida pelo clube brasileiro
Foto: Léo Pinheiro / Terra
Fonte: Terra

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