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Após férias, Bernardinho sinaliza permanência na Seleção

24 set 2012
18h15
atualizado às 19h06

O técnico Bernardinho tirou alguns dias de folga após conquistar a medalha de prata dos Jogos Olímpicos de Londres-2012 para relaxar e refletir sobre sua permanência no comando da Seleção Brasileira masculina de vôlei. E ao que parece o tempo longe do trabalho fez o carioca decidir pela continuidade à frente do time nacional.

O técnico tentará conciliar melhor o trabalho na Seleção e na Unilever
O técnico tentará conciliar melhor o trabalho na Seleção e na Unilever
Foto: Mauro Pimentel / Terra

O próprio treinador chegou a colocar em dúvida sua permanência na Seleção, já que se vê sobrecarregado comandando também a equipe feminina da Unilever e acredita que o time nacional merece atenção maior no processo de renovação para as Olimpíadas do Rio de Janeiro-2016.

"Tirei alguns dias de folga para relaxar um pouco, tentar sair do furacão. A decisão sobre a Seleção será mais para frente. Precisa ser um pouco menos intenso, mas eu não consigo viver fora", disse o treinador durante a apresentação do elenco da Unilever para a temporada 2012/2013 da Superliga feminina.

A intenção de Bernardinho é utilizar as comissões técnicas da Seleção e da equipe carioca para se alternar no comando dos dois times durante toda a temporada. Atualmente, o treinador praticamente divide o ano em duas fases, passando uma com a Unilever e outra com os jogadores nacionais.

Mesmo já sinalizando sua intenção de continuar com os dois cargos, o técnico carioca deve anunciar sua decisão apenas após o fim da próxima edição da Superliga. A competição nacional começa em novembro e a tabela de jogos só deve ser definida no mês de início do torneio.

"Acho que dá para fazer uma coisa um pouco diferente. O que imagino é que talvez seja possível eu ter alguns "breaks" de um e de outro. Tenho equipes com competência para tocar mais do que bem durante uma ausência curta. Estou negociando em todas as frentes, em casa. É o que eu gosto, está difícil ", afirmou.

Outro fator determinante na decisão do técnico é a realização da próxima edição dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. Além de poder comandar a equipe nacional em casa, Bernardinho quer utilizar o momento econômico positivo e a atenção ao esporte criada pelo evento para impulsionar os projetos sociais de vôlei bancados pela Unilever.

"Momentaneamente minha presença ainda é importante aqui, seja para captar recursos, seja para outra coisa. Vai ter uma hora em que não será mais. Até lá a gente vai indo", explicou.

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