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Fernanda Venturini confirma nova aposentadoria após Superliga

9 abr 2012
18h52
atualizado às 19h26

A levantadora Fernanda Venturini fará sua última partida como jogadora profissional de vôlei neste sábado, na decisão da Superliga feminina entre Unilever e Sollys/Nestlé. A jogadora da equipe carioca já havia abandonado o esporte, mas voltou às quadras para a disputa desta temporada, após três anos afastada.

Fernanda Venturini voltou para jogar uma temporada e virou finalista da Superliga
Fernanda Venturini voltou para jogar uma temporada e virou finalista da Superliga
Foto: Luiz Doro/ adorofoto / Divulgação

"Foi uma experiência gostosa, prazerosa em relação ao convívio na equipe. Mas por outro lado, precisei conviver com problemas físicos, entre eles o desgaste da cartilagem articular do joelho e a hérnia cervical, que dificultaram muito o meu desempenho. Isso não foi nada agradável. Não treinei direito e não quero o sofrimento de ter que tomar remédio para jogar", disse a levantadora, esposa do técnico da Unilever, Bernardinho.

Mãe de duas filhas, Fernanda Venturini completa 42 anos de idade em outubro e quer dedicar seu tempo a acompanhar o crescimento de Júlia, de dez anos de idade, e Vitória, de apenas dois. Ela também é dona de uma franquia de academia. "O vôlei me deu a melhor coisa do mundo: um marido maravilhoso, com o qual tive duas filhas lindas. Crianças precisam de mãe. Agora vou tomar conta delas, estar mais tempo junto", explicou.

O último jogo de Venturini como profissional não deve ser fácil. Unilever e Sollys fazem o maior clássico do vôlei nacional e disputarão o título da Superliga pela oitava vez consecutiva. O time paulista foi o melhor da primeira fase da competição, com 58 pontos conquistados em 19 vitórias e três derrotas.

"Eles contam com a Hooker, uma das melhores opostas do mundo, além de Adenízia, Fabíola, Tandara e Thaísa, que estão fazendo um grande campeonato. Nós, infelizmente, não pudemos contar com a Natália. Mas o jogo é jogado. E vamos tentar jogar com inteligência para driblar as dificuldades. Muitas vezes elas eram favoritas e fomos lá e beliscamos o título. Tudo pode acontecer", avaliou.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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