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Sollys/Osasco atropela Unilever e é campeão da Superliga

14 abr 2012
11h28
atualizado às 20h09
André Naddeo
Direto do Rio de Janeiro

Com grande facilidade mesmo jogando fora de casa, no Maracanãzinho, o Sollys/Osasco conquistou o título da Superliga feminina na manhã deste sábado, no Rio de Janeiro. A equipe paulista comandada por Luizomar de Moura atropelou o Unilever de Bernardinho, confirmando a festa após vitória por 3 sets a 0, com parciais de 25/14, 25/18 e 25/23 diante de 11.400 torcedores.

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O placar serve de vingança pelo derrota na final da Superliga na última temporada, quando o Sollys/Osasco foi massacrado pelos mesmos 3 a 0 dentro de casa. A equipe das campeãs olímpicas Jaqueline e Thaísa - além das "selecionáveis" Tandara, Adenízia, Fabíola e Camila Brait - recupera o domínio da taça e iguala a série. Nos últimos oito anos, as duas equipes fizeram a decisão da Superliga, sendo que o Osasco venceu em 2004, 2005 e 2010, além de 2012.

Nem mesmo as campeãs olímpicas Mari, Sheilla, Valeskinha e Fabi foram suficientes para salvar o Unilever dentro de casa, que errou em demasia e levou o técnico Bernardinho, comandante também da Seleção Brasileira masculina de vôlei, à loucura. A partida marcou a despedida oficial da levantadora Fernanda Venturini, mulher de Bernardinho, que se aposenta das quadras após desistir da ideia em três oportunidades.

O jogo

No Maracanãzinho, o Sollys/Osasco adotou postura sufocante diante do Unilever, se aproveitando dos erros da equipe de Bernardinho e mostrando grande equilíbrio no início do confronto. Foi assim que, aos poucos, construiu boa vantagem no primeiro set, fechando com mais de dez pontos de vantagem após 22min de confronto: 25 a 14. Nesse tempo, Bernardinho gritou, pediu calma e cobrou mais ânimo de suas atletas.

A equipe carioca só melhorou no início do segundo set, quando abriu 4 a 1 melhorando a recepção e com eficiência no contra-ataque. Os erros voltaram, no entanto - principalmente no saque -, permitindo a reação do Sollys. A oposto Sheilla se destacou no Unilever, apesar das dificuldades de passe: ela manteve a vantagem da equipe, que insistia em vacilar. Isso não foi o suficiente para o Unilever, no entanto.

O Sollys conseguiu fechar o segundo set em 25min com larga vantagem: 25 a 18, depois de novamente desestabilizar o rival nos pontos finais. No terceiro set, o Rio de Janeiro voltou a complicar o confronto, embalado pelos pedidos do técnico Bernardinho, que cobrava mais empolgação e atitude. Os erros persistiram complicando a reação do time, que manteve igualdade com o time de Osasco.

Sheilla, pelo Unilever, manteve o time da casa na briga no terceiro set, chegando a igualar a partida por 18 a 18. Hooker derrubou as esperanças de reação do Unilever com dois pontos, mas o time de Bernardinho foi buscar novamente: 21 a 21. Hooker brilhou: deu susto ao cair e sentir lesão, mas marcou mais três pontos, deixando o Osasco em grandes condições de confirmar o título. A conquista foi confirmada com ponto de Thaísa.

Sollys/Osasco é o campeão da Superliga feminina
Fonte: Terra
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