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Ídolo na Argentina, William busca consagração com título em casa

20 abr 2012
09h30
atualizado às 09h58

O levantador William é um dos destaques da equipe do Sada Cruzeiro, finalista da Superliga Masculina de vôlei, e busca o título nacional, no sábado contra o Vôlei Futuro, para consagrar seu retorno ao Brasil. Ele era ídolo do Bolívar após levar o clube a quatro títulos argentinos consecutivos quando acertou sua volta ao País para defender a equipe mineira.

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Na temporada 2010/11, a primeira comandando as jogadas de ataque do Cruzeiro, William levou a equipe à final da Superliga, que acabou com vitória do Sesi. Neste ano, o time tem pela frente o Vôlei Futuro, adversário que derrotou nas semifinais do campeonato passado.

"Cada título tem um gosto diferente. A época na Argentina foi muito boa, quatro anos ganhando tudo, com carinho e respeito das pessoas do clube pela história que eu fiz. Mas agora é diferente. Desde o ano passado estou aqui, o clube nunca tinha ido à final e agora a gente tem que aproveitar o máximo para ver o que acontece", afirmou o capitão cruzeirense.

De acordo com as estatísticas da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), William chega à final da Superliga como o terceiro melhor levantador da Superliga. Seu desempenho fez com que seu nome chegasse a ser cogitado na Seleção Brasileira, assim como o de Ricardinho, adversário da final de sábado.

Apesar das especulações, William acredita que não tem chances de integrar a equipe nacional, que neste ano tem como principais competições a Liga Mundial e os Jogos Olímpicos de Londres.

"Não penso em Seleção, não. Meu objetivo é no clube. Quero ganhar um título com o Cruzeiro, que é quem me paga todo mês e me trouxe de fora. A Seleção está montada, já tem os nomes, só penso em ser campeão aqui", afirmou o levantador.

Se completar seu objetivo e levar a equipe mineira ao inédito título da Superliga, William levantará o troféu da competição pela segunda vez. Em 1997, seu primeiro ano como profissional, ele integrava a equipe do Suzano/Report, como reserva de Marcelinho, e hoje sabe a importância que uma decisão pode ter na carreira de jovens jogadores.

Por isso, admite responsabilidade dupla na partida. Além de comandar as jogadas ofensivas do Cruzeiro, que conta com o oposto Wallace, segundo maior pontuador da Superliga, William tenta abater o nervosismo e passar tranquilidade e ânimo a jogadores menos experientes.

"Era um timaço, com jogadores de Seleção e nessa situação você aprende muito. Hoje é diferente, a responsabilidade é outra, a visibilidade também. E isso você conquista, as coisas não acontecem por acaso. É uma trajetória e fico feliz de poder chegar aqui".

Cogitado na Seleção, William (foto) chega a decisão como o terceiro melhor levantador segundo estatísticas da Superliga
Cogitado na Seleção, William (foto) chega a decisão como o terceiro melhor levantador segundo estatísticas da Superliga
Foto: Alexandre Arruda/CBV / Divulgação
Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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