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Volta da França 2013 não registrou casos de doping

20 ago 2013
15h58

Nenhum dos exames antidoping realizados em atletas que participaram da última edição da Volta da França teve resultado positivo, informou nesta terça-feira Francesca Rossi, presidente da Fundação Antidoping do Ciclismo.

"Não tivemos resultados anormais na Volta da França este ano", explicou a dirigente, que ressaltou que o fato dos exames serem mais imprevisíveis surtiu efeito.

"Normalmente, submetíamos a exame apenas o vencedor da etapa, o detentor da camisa amarela (líder da classificação geral) e dois outros escolhidos por sorteio, mas neste ano mudamos tudo. Realizamos mais exames em alguns ciclistas, baseados em informações nossas. Estávamos lá quando não estavam nos esperando", revelou.

No entanto, Rossi se recusou a afirmar categoricamente que esta edição da maior competição do ciclismo mundial tenha sido "limpa", já que muitas vezes no passado ciclistas dopados não foram flagrados por usar produtos então desconhecidos ou outros que mascaravam as substâncias proibidas.

Foi o caso do Lance Armstrong, que teve seus sete títulos conquistados entre 1999 e 2005 cassados após ter confessado práticas proibidas em janeiro deste ano, mas que nunca havia sido flagrado durante as competições.

Na última edição, o britânico Christopher Froome, que venceu a competição com sobra, chegou a levantar suspeitas de alguns observadores.

Francesca Rossi fez questão de salientar que Froome foi submetido a "um grande número" de exames. No total, foram realizados 622 controles antidoping, entre eles 443 exames de sangue, seguindo o padrão do 'passaporte' biológico dos atletas.

"Cristopher Froome é um ciclista limpo e não vejo motivo para suspeitar que tenha recorrido ao doping. Todos os técnicos sempre falaram que ele tinha algo especia. Para nós, não foi uma surpresa ele conquistar o título da Volta da França", opinou o irlandês Par McQuaid, presidente da União Ciclista Internacional (UCI)que considerou uma "boa notícia" o fato de nenhum ciclista ter sido flagrado na última edição.

"Os exames continuam sendo efetuados, mas infelizmente, jamais poderei dizer que não existe doping no ciclismo, jamais. Mas, se conseguirmos limitar ao máximo os casos, ficarei satisfeito", completou o dirigente, que concorre à reeleição em setembro.

O mundo do esporte foi abalado por mais um grande escândalo de doping nas últimas semanas, quando velocistas de ponta como o americano Tyson Gay e o jamaicano Asafa Powell desistiram de participar do Mundial de Atletismo de Moscou, que terminou no último domingo, por terem sido flagrados em exames.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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