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Drama de Schumacher completa um ano cercado de mistério

Família do ex-piloto controla informações, e detalhes sobre a situação e recuperação do piloto, que sofreu um acidente de esqui no dia 29 de dezembro de 2013, são escassos

29 dez 2014 07h21
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<p>Michael Schumacher luta para se recuperar de acidente</p>
Michael Schumacher luta para se recuperar de acidente
Foto: Tony Gentile / Reuters

O mundo do automobilismo sofreu um duro golpe na tarde de 29 de dezembro de 2013. Há exatamente um ano, Michael Schumacher sofria um acidente que mudaria para sempre sua vida. Nos Alpes Franceses, enquanto esquiava, uma de suas paixões desde os tempos em que era soberano na Fórmula 1, o alemão bateu a cabeça em uma pedra e, desde aquela data, preocupa seus fãs e familiares.

Michael Schumacher se lesionou quando foi esquiar com o filho, Mick, e um grupo de amigos na estação de Méribel, em Saboia, em dezembro do ano passado. O ex-piloto escorregou após passar por uma pedra escondida sob a neve e caiu, batendo a cabeça em outra rocha. Michael rodava fora da pista no momento do acidente, segundo apontaram as investigações da polícia de Albertville.

<p>Mancha de sangue de acidente de Schumacher</p>
Mancha de sangue de acidente de Schumacher
Foto: AFP

O alemão foi levado ao hospital de helicóptero, e a suspeita inicial era de que a pancada havia sido leve. Porém, horas mais tarde, o traumatismo craniano sério e o coma foram confirmados. Na queda, Schumacher sofreu graves lesões cerebrais. Por isso, passou os seis meses seguintes sob cuidados intensivos no Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, na França.

Em junho, Schumacher saiu do coma e foi transferido para Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, onde demonstrou tímidos sinais de melhora e, segundo comunicado da família, chegou a ter momentos de consciência. Segundo o jornal suíço Blick, o heptacampeão mundial manteve os olhos abertos durante grande parte dos 200 quilômetros que separam Grenoble de Lausanne, mas não falou. Ele se comunicou com os funcionários da ambulância apenas com movimentos de cabeça.

Mulher de Schumacher afirma que ele está melhor:
Nesse meio tempo, em agosto, a família lidou com a suspeita de um roubo do relatório médico de Schumacher. Em busca de dinheiro, o ladrão tentou vender a vários meios de comunicação. Após a denúncia, a polícia identificou o endereço IP do ladrão e o localizou entre os funcionários da guarda aérea de salvamento suíço. Durante o interrogatório, o suspeito negou as acusações. Estava previsto um novo interrogatório pelo promotor de Zurique. Porém, antes disso acontecer, o homem se suicidou em sua cela, informou na época a promotoria do país.

Depois, em setembro, o ex-piloto pôde voltar para sua casa, na cidade de Gland (Suíça), mas isso não significava que teria havido melhora significativa em seu quadro de saúde. Atualmente, segundo a imprensa alemã, uma equipe médica de cerca de 15 pessoas cuida de Schumacher em sua residência. De acordo com o jornal alemão Bild, dois enfermeiros fazem o revezamento, enquanto terapeutas são responsáveis pelo trabalho de estímulos motores e cognitivos de Schumacher.

<p>Schumacher usava acessório como esse no capacete</p>
Schumacher usava acessório como esse no capacete
Foto: Emmanuel Foudrot / Reuters

A família pede privacidade total e, por isso, muitas questões sobre o acidente e sobre a atual situação do ex-piloto ainda são uma incógnita. Na época, o jornalista francês Jean-Louis Moncet, especialista em Fórmula 1 do site Europe1, chegou a afirmar que a lesão sofrida na cabeça não foi culpa do impacto contra uma pedra, mas sim contra os suportes de uma câmera de vídeo acoplada ao capacete.

Neste domingo (28), a empresária e porta-voz do alemão disse que o ex-piloto ainda tem pela frente uma "longa luta" pela recuperação. "Nós precisamos de um longo tempo. Será um longo tempo e uma luta difícil", afirmou Sabine Kehm pelo telefone à agência Reuters. "Ele está evoluindo de forma apropriada, se considerarmos a severidade da situação", acrescentou, reiterando um comunicado que emitiu há cerca de um mês. 

Fonte: Terra
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