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Briga no Atletiba expõe racha no futebol paranaense

20 fev 2017
10h26
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A não realização do clássico entre Atlético e Coritiba, neste domingo, na Arena da Baixada, expõe um impasse que já dura alguns anos e opõe os dois maiores clubes do Estado contra o presidente da Federação de Futebol do Paraná, Hélio Cury. Desta vez, o embaraço chegou ao extremo de impedir a disputa do jogo, diante de mais de 20 mil pessoas no estádio.

Como não assinaram contrato com a TV Globo, para a venda dos direitos de seus jogos no campeonato, Coritiba e Atlético chegaram a um acordo para a transmissão da partida em plataformas digitais - via Youtube e Facebook. A federação, no entanto, não aprovou a medida e proibiu o início jogo com o argumento da falta de credenciamento dos profissionais de imprensa que produziriam as imagens do clássico.

Atlético Paranaense e Coritiba, contrariados com o valor oferecido pela Globo para transmissão do Estadual, resolveram unir forças e transmitir o clássico Atletiba pelo YouTube, mas o jogo acabou suspenso pela Federação Paranaense de Futebol
Atlético Paranaense e Coritiba, contrariados com o valor oferecido pela Globo para transmissão do Estadual, resolveram unir forças e transmitir o clássico Atletiba pelo YouTube, mas o jogo acabou suspenso pela Federação Paranaense de Futebol
Foto: Jason Silva/ Agif/Gazeta Press

Para a federação, se esses profissionais deixassem o campo, a partida poderia ser realizada. Mas Atlético e Coritiba não concordaram com isso.

Oficiosamente, funcionários da federação diziam ontem, na Arena da Baixada, que o impedimento se daria pela falta de autorização do detentor dos direitos de transmissão da partida (TV Globo). A emissora, por sua vez, explicou em nota que não teve nada que ver com a decisão, porque não há em vigência contrato com os dois clubes, referente ao Estadual.

Atético e Coritiba já tinham entrado em rota de colisão com Hélio Cury quando se filiaram à Primeira Liga. O presidente da federação não aprovou a iniciativa e nem sequer autorizou árbitros de seu Estado a apitarem jogos do primeiro torneio organizado pela Liga, em 2016 – fato que se repete em 2017.

Pelo Estadual, os dois clubes, que já foram campeões brasileiros, teriam recebido proposta da emissora de uma cota de R$ 1 milhão, para cada um. Para se ter uma ideia da distorção, quatro clubes pequenos do Rio – Bangu, Boavista, Volta Redonda e Madureira – têm direito a cerca de R$ 4 milhões pelo direito de transmissão do Carioca.

Fonte: Especial para Terra
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