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PSG pode ser excluído de torneios da Uefa por contratos antigos, diz jornal

Uefa decidiu revisar as contas do clube francês, que já foi punido por descumprir o fair play financeiro

14 nov 2018
12h20
atualizado às 12h59
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O Paris Saint-Germain pode ser excluído das competições continentais por causa de contratos antigos de patrocínio assinados com entidades do Catar, vínculos avaliados muito acima do preço do mercado.

Até agora, o problema estava nos acordos assinados a partir de 2015, mas, segundo o jornal L'Equipe, a câmara de julgamento da Uefa, que decidiu reabrir o caso, quer que também sejam revisados os das temporadas 2013-2014 e 2014-2015.

O clube não concorda com a decisão. Segundo o PSG, o acordo firmado em 2015 com a câmara de instrução da entidade já aprovou esses contratos. Por isso, o clube decidiu recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS) para que essa situação seja reconhecida.

A diferença é substancial porque se por um lado o clube parecia capaz de se adaptar às imposições da Uefa com a validação desses contratos, sem a inclusão da renda dos anos anteriores nos cofres o equilíbrio seria muito mais complexo.

O PSG se mantém na situação ditada pela câmara de instrução da Uefa em 13 de junho, que já reduzia em 37% os contratos de patrocínio assinados a partir de 2015 com entidades catarianas, em particular com a Qatar Tourism Authority.

Não houve punição ao Paris Saint-Germain, com a condição de que mantenha o déficit abaixo de 30 milhões de euros. Mas, no dia 3 de julho, a câmara de julgamento considerou inadequada essa sentença e ordenou uma revisão mais profunda das contas.

De acordo com L'Équipe, o objetivo é corrigir para baixo o valor dos contratos dessas duas temporadas anteriores, o que dificultaria muito o equilibro exigido pelas regras do fair play financeiro.

Como o PSG já foi sancionado em 2014 por infringir essas regras - teve as contratações bloqueadas -, passaria a ser reincidente, o que significa que a Uefa poderia inclusive excluir o clube das competições continentais.

As contratações de Neymar, por quem o PSG desembolsou 222 milhões de euros (R$ 820 milhões), e de Kylian Mbappé, que custou 180 milhões (R$ R$ 668 milhões), acompanhados dos altos salários, desequilibram nesse contexto as contas do clube, que sem participar das competições da Uefa perderia uma grande fonte de renda.

A decisão agora está com a CAS. O PSG alega que a decisão tomada em primeira instância validava as contas e cita como culpada pela revisão do caso a pressão de outros clubes e campeonatos.

Novo problema

Recentemente, o presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, foi acusado encobrir irregularidades cometidas pelo Manchester City e pelo Paris Saint-Germain no âmbito do fair play financeiro. Na época, o cartola era o secretário-geral da Uefa, entidade responsável por fiscalizar estas regras.

O caso, que teria acontecido em 2015, foi denunciado pelo Football Leaks, iniciativa que reúne 15 veículos de imprensa. Segundo a reportagem, Infantino teria acobertado infrações dos dois clubes, evitando que fossem punidos com multas e até eventuais exclusão das competições europeias. /Com EFE

Estadão
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