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Tite evita falar sobre grupo fácil e quer 'desempenho' da seleção

Técnico da seleção brasileira quer que equipe jogue 'grande futebol' contra Bolívia, Venezuela e Peru

24 jan 2019
23h01
atualizado em 25/1/2019 às 00h04
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Apesar de o Brasil ter sido sorteado para o grupo mais fácil da Copa América, o técnico Tite optou pela diplomacia e por respostas evasivas ao comentar os confrontos diante de Bolívia, Venezuela e Peru na primeira fase da competição. O treinador também evitou repetir o discurso de que a conquista do torneio é quase uma obrigação para voltar a bater na tecla de "jogar muito" e ter "desempenho".

Após o sorteio, realizado na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro, Tite repetiu um comentário do colombiano Francisco Maturana durante a cerimônia para responder sobre eventuais facilidades que terá no Grupo A. "Eu faço minhas as palavras do Maturana: sorteio é sorteio, e a busca do sucesso está dentro da própria equipe fazer seu melhor desempenho, jogar um grande futebol, vencer", comentou.

O técnico parecia ter um ar leve, e suas respostas foram sempre tranquilas. Mesmo assim, insistiu na questão de a seleção ter bom desempenho. "Das perguntas que eu tive, algumas delas foram sobre facilidade. Outras dizendo 'cuidado!', outras dizendo 'aconteceu com o Peru'... Dá pra gente levar pelo viés de se conduzir. O que nós temos de responsabilidade é de desempenho alto, de fazer com alegria, de ter orgulho de representar - eu enquanto técnico no meu País, os atletas no Brasil, grandes jogos."

O discurso de necessidade de vitória na competição que acontecerá no País e que o Brasil não vence há 12 anos ficou de lado. "É pra jogar muito. Tem jogar muito, e depois ser campeão", sustentou Tite. "Estou bastante em paz. Eu quero ficar em paz comigo. Eu tenho a responsabilidade de representar bem o meu cargo, dentro dos meus princípios de correção, de transparência, de conduta, de competência. Se ela (responsabilidade) se tornar resultado com bom desempenho, pô, que legal. E com alegria."

NEYMAR

O treinador também se disse preocupado com a situação do atacante Neymar, que se machucou em jogo do PSG na quarta-feira. "Sim, humanamente (estou preocupado) sim. Eu acompanhei o lance, sei dos comentários, as informações que tenho são as mesmas. Ele precisa de três dias para ver o real diagnóstico. Enquanto isso eu fico na torcida", disse.

Estadão
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