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Tite minimiza polêmica sobre carnaval de Neymar e vê atacante como referência

Técnico diz que o atacante precisa ter alegria e nega irritação com a postura do atleta

22 mar 2019
17h50
atualizado às 17h50
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Lesionado, Neymar é ausência na seleção brasileira para os amistosos contra Panamá e República Checa, mas isso não impediu que fosse assunto na entrevista coletiva de Tite. Nesta sexta-feira, o treinador foi questionado sobre a polêmica em torno do comportamento do jogador do Paris Saint-Germain no último carnaval, mas evitou entrar em polêmica.

"O (médico da seleção Rodrigo) Lasmar esteve há dois dias em uma reunião sobre essa recuperação dele. Eu tenho uma responsabilidade grande e espero que esteja recuperado. Não cabe a mim falar sobre isso (carnaval). A minha busca é que o Militão tenha condição de jogar o que ele pode, para que o nível da Seleção se eleve. Todos esses fatores são mais importantes", declarou.

Em meio à recuperação da nova fratura no quinto metatarso de seu pé direito, Neymar viajou ao Brasil no fim do mês passado e aproveitou o carnaval no País. O comportamento do atacante durante as festividades foi bastante explorado pela imprensa nacional e europeia e rendeu algumas críticas.

Tite preferiu fugir de qualquer polêmica e destacar o papel de Neymar em campo. Para o treinador, o atacante é uma referência para a seleção brasileira, como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo são pelos clubes pelos quais atuam.

"O Real Madrid tinha e agora a Juventus tem o Cristiano. O Barcelona tem o Messi. Comecei a procurar quem tem essa chancela. No Manchester City, você começa a procurar e são poucas as referências. Temos o Neymar, um 'Top 3'. Queremos que o atleta tenha alegria, é essa alegria que nos move, para que você potencialize a criatividade", comentou.

Tite lamentou não poder contar com Neymar nestes amistosos, mas o jogador não é o único desfalque da seleção. Lesionados, o lateral Daniel Alves, também do PSG, e o atacante Vinicius Junior, um dos destaques do Real Madrid na temporada, são outras baixas. O treinador, porém, deixou claro que as portas seguem abertas para eles, visando a Copa América.

"Não perderam (espaço), o tempo vai permitir. Não tenho problema em voltar atrás. Há algum tempo pensava no Vinicius a médio prazo, mas o nível dele no Real mudou isso. Temos que aproveitar essa situação", apontou.

O Brasil encara o Panamá neste sábado, no Estádio do Dragão, no Porto, em Portugal. Depois, volta a campo na terça-feira, quando duela com a República Checa em Praga.

Estadão
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