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Brasil campeão em teste se esfacela em Copa de verdade

10 jul 2014
06h57
atualizado às 07h41
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A conquista da Copa das Confederações há um ano deu a Felipão a certeza de um time que se esfacelou ao encontrar adversários de maior nível e preparados em uma Copa do Mundo. Nunca a formação campeã mostrou segurança no torneio, e Luiz Felipe Scolari aos poucos teve que adaptar a equipe por diferentes motivos: lesões, suspensões ou opções técnicas. Mas as variações táticas foram raras.

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Na tunda sofrida para a Alemanha, Felipão se apegou ao sistema preparado desde o torneio de 2013, mesmo sem poder contar com Thiago Silva e Neymar. Do time campeão, Paulinho e Daniel Alves também não começaram o jogo, mas por opção técnica diante de uma primeira fase ruim.

Felipão defende grupo jovem e afirma que base é essa

A situação expôs que a Copa das Confederações pouco serviu de parâmetro. O torneio que reúne campeões continentais e os donos da casa nunca formou um time campeão do mundo. A repetição de títulos ainda é inédita e neste ciclo todas as seleções do torneio-teste foram mal.

Finalista, a Espanha deu adeus na primeira fase, assim como Itália e Japão. Nigéria, Uruguai e México pararam nas oitavas e o Taiti sequer participou. O próprio Felipão admite que o nível e a motivação são diferentes.

“Nós percebemos que tínhamos mais dificuldades porque as equipes estavam diferentes. Mas nossa equipe ia galgando posições. As pessoas às vezes acham que somos bambambam, que temos que ganhar. As equipes que estavam aqui eram melhores do que a gente podia imaginar. As vezes não tinha como ganhar”, disse.

Enquanto os rivais evoluíam, a Seleção ficou presa ao sistema que funcionou na Copa das Confederações. Diante de lesões e testes realizados nos amistosos seguintes, o time titular só voltou a ser repetido diante da Sérvia, um jogo antes da Copa. Mas no período Felipão buscou complementos dentro do esquema e quase não testou variações que aumentariam seu poder de ação no Mundial.

Logo na estreia contra a Croácia, o Brasil venceu com o time titular, mas começou a apresentar limitações que persistiram e fizeram Felipão mudar a equipe para o mata-mata depois de mais uma atuação ruim de Paulinho. Daniel Alves ficou ameaçado, mas só perdeu a vaga para Maicon nas quartas.

A instabilidade do futebol mesmo diante das mudanças pontuais mostravam que o Brasil precisaria se reinventar. A lesão de Neymar e a suspensão de Thiago Silva criaram uma necessidade flagrante para Felipão mudar o estilo para equilibrar o meio-campo contra a Alemanha. Mas ele preferiu manter o sistema, com a entrada simples de Bernard no lugar de Neymar. Jogador mais criticado desta Copa, Fred nunca teve seu lugar ameaçado diante da resistência de Felipão a um time sem centroavante.

A sequência todos já sabem. O Brasil perdeu de 7 a 1 da Alemanha e nunca esteve perto de ameaçar a não ser em cinco minutos de abafa. Felipão morreu abraçado ao que deu certo na Copa das Confederações, mas era muito pouco para uma Copa do Mundo. A despedida pelo terceiro lugar contra a Holanda, no próximo sábado, em nada vai mudar esta sensação.

Jogo

Times

Copa das Confederações e primeira fase da Copa Júlio César; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Luiz Gustavo e Paulinho; Hulk, Neymar e Oscar; Fred
Brasil x Colômbia Júlio César; Maicon, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Fernandinho e Paulinho; Hulk, Neymar e Oscar; Fred
Brasil x Alemanha Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Fernandinho e Luiz Gustavo; Hulk, Oscar e Bernard; Fred

 

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Fonte: Terra
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