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Felipão sofre críticas duras, mas limita adeus a "tsunami"

9 jul 2014
17h45
atualizado às 17h52
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Um dia depois da eliminação vexatória da Seleção Brasileira na semifinal contra a Alemanha, a comissão técnica participou de uma espécie de sabatina nesta quarta-feira na Granja Comary na qual foi confrontada com incoerências, críticas e dúvidas sobre a preparação encerrada no desastroso jogo no Mineirão. Com o técnico Luiz Felipe Scolari à frente, houve uma defesa fiel de tudo o que foi feito apesar de duras críticas ao longo dos 45 minutos.

<p>Luiz Felipe Scolari apresenta cronograma de treinos; defesa feroz do trabalho </p>
Luiz Felipe Scolari apresenta cronograma de treinos; defesa feroz do trabalho
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

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A entrevista teve a seguinte tônica: falta de treinos, preocupação excessiva em despistar o adversário, confiança exagerada e futebol sofrível? Não, apenas seis minutos de tsunami – palavra usada por Parreira e Felipão - aproveitados por um time forte com gols que desconcertaram a Seleção.

Veja a explicação de Felipão para cada um dos problemas apontados, muitos notórios durante toda a competição.

Felipão se irrita com jornalista e defende escolha de Bernard
Otimismo exagerado

“Trabalhamos com otimismo. Temos dados estatísticos que depois dos jogos da Copa das Confederações tivemos nove vitorias e uma derrota em amistoso. Tínhamos que desenvolver essa confiança nos jogadores. Não esperávamos o resultado de ontem, catastrófico em relação ao número de gols. Resultado normal era vitória nossa ou da Alemanha. Naturalmente que pelo resultado ser de número elevado de gols, ficará marcado. O trabalho não foi de todo ruim, tivemos uma derrota ruim e seis minutos que deu uma pane geral”.

Gol em bola parada

“Foi Inimaginável, o jogo estava normal, sem preponderância. Estávamos bem melhores. Tomamos contra-ataque e tomamos o primeiro gol de bola parada de 20 e poucos jogos. Se me perguntarem, vocês sabiam que a bola parada era forte? Sabíamos, estudamos, colocamos os jogadores em condições assim como vínhamos colocando em outras seleções. E não tomamos gol de bola parada. Mas acabamos tomando aquele. Seguiu assim até os 20 e poucos minutos, quando eles fizeram dois. Daí perdemos uma bola e tomamos o terceiro. Pane geral, não adianta... A pane foi também da comissão, do torcedor? Foi geral. Ninguém entendia. Quando não se entendia, a equipe da Alemanha aproveitou a oportunidade”

Tentativa de ludibriar a Alemanha com testes no último treino em vez de treinar o time que jogaria

“São 28 jogos que treinei a equipe. Dos 28, Bernard no mínimo estava em 24. No mínimo jogou em 18, 17, 16. Entrou durante o jogo ou saiu jogando em alguns. Sabia perfeitamente como iríamos jogar e sabia perfeitamente como queríamos. Sabia de antemão e tudo mais. Agora, se nós usamos a imprensa, peço desculpas. Vocês não nos usam nunca”.

Time com atuação sofrível durante toda a Copa começando com vitória em um pênalti duvidoso. Não é exagerado se focar em 6 minutos de pane?

“Um pênalti duvidoso que vocês acham duvidoso, em 1º lugar. Vocês não acham pênalti duvidoso de nenhuma outra seleção. Quando precisamos dos 120 minutos, corremos só 120 minutos e passamos nos 30 minutos finais do adversário. Tomamos um gol de bola parada na competição. Fizemos cinco gols de bola retomada e seis de bola parada. Alguma coisa é trabalhada. Eu prefiro dizer que foi sofrível, é verdade, mas a gente chegou entre os quatro melhores do mundo”.

Felipão defende quantidade de treinos realizados na Copa
Falta de treinos

“Tem justificativa, posso te explicar. Pelo Departamento Médico, físico é tudo planejado. Um dia após jogo, trabalho regenerativo, 48h depois musculação, 72h treino técnico. Depois do jogo, no mínimo se tem 48h ou 72h. Não tem como fazer treino técnico, embora a gente fizesse treino para que os reservas se condicionassem melhor. E com cuidados para que não houvesse lesão. Não tivemos lesão nenhuma, não tivemos dificuldade nenhuma”.

Mudaria alguma coisa?

“Sobre minhas convocações, acho que, se fossemos fazer uma convocação, provavelmente eu e vocês íamos atingir quase eu 95% dos mesmos nomes. São bons jogadores, atingiram objetivos. Eles chegaram na Copa das Confederações e ganharam. Vieram aqui e ficaram entre os 4 melhores do mundo”

Fonte: Terra
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