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Histórico em frustrações indica Felipão fora e Tite favorito

Falta de título em Copas derruba técnicos da Seleção desde a década de 80; Tite encaixa em perfil desejado, mas falta de pronunciamento oficial e imprevisibilidade de nova gestão deixam mudança incerta

11 jul 2014
06h49
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Em um momento em que o torcedor tem mais interesse pelo nome do treinador do próximo ciclo e não pela disputa do terceiro lugar, a falta e um pronunciamento oficial do presidente da CBF, José Maria Marin, nos dois dias que sucederam a goleada sofrida para a Alemanha cria uma expectativa que só será sanada após a Copa do Mundo. Pela segunda vez à frente de um momento de crise na Seleção, a solução ainda é incerta, mas o histórico recente de trocas deixa poucas margens para a permanência de Felipão e coloca Tite como favorito ao cargo.

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O Brasil não repete um treinador em Copas do Mundo desde Telê Santana na década de 80, e mesmo assim não por tempo interrupto. O último a ser mantido por mais um ano depois de um fracasso em Copa do Mundo foi Claudio Coutinho em 1978. Tudo conspira para mudança imediata na Seleção, mas o único parâmetro de atuação da atual cúpula do futebol brasileiro indica imprevisibilidade na decisão.

Com poucos meses à frente da CBF, Marin e seu braço direito Marco Polo Del Nero tiveram como primeiro momento delicado a derrota olímpica brasileira em agosto de 2012. No dia seguinte, o presidente concedeu uma entrevista ao Terra garantindo a permanência de Mano Menezes, mas prometendo manter a cobrança. Cinco meses depois o técnico foi demitido em um momento em que ninguém esperava a mudança.

Felipão foi contratado porque a avaliação interna indicava a necessidade de resgatar a identidade com o torcedor. Ainda sob gestão de Ricardo Teixeira, Mano Menezes ganhou chance à frente da Seleção porque a análise da Copa de 2010 mostrou um time envelhecido e rompido com a mídia. Dunga começou o trabalho em 2006 para combater um grupo sem comprometimento no Mundial da Alemanha.

Seguindo a lógica de trocas no comando da Seleção com a avaliação de que o Brasil caiu para uma Alemanha muito melhor preparada, o próximo treinador terá como requisitos básicos um bom conhecimento tático e uma relação mais profissional e menos paternal com o grupo. Tite é o técnico brasileiro que mais se encaixa neste perfil.

O treinador formou um Corinthians sólido na defesa, com grande consciência tática e utilização quase completa do elenco. Com estes alicerces ganhou o Campeonato Brasileiro, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes. Fora do mercado desde a saída do clube em 2013, surge como nome óbvio para o cargo.

Outras opções serão consideradas. Responsável pelas categorias de base da CBF e observador de Felipão, Alexandre Gallo sempre foi bastante elogiado por Marin, mas falta peso ao seu currículo. Muricy Ramalho, do São Paulo, também não pode ser descartado.  

Felipão só definirá futuro na Seleção após o final da Copa

Independente do nome, um contato só será feito depois da definição da situação de Luiz Felipe Scolari. A reunião de avaliação do trabalho acontecerá apenas depois do duelo com a Holanda e muitos aspectos serão colocados na mesa. Em entrevista pós-desastre Felipão sinalizou que não pensa em deixar o cargo antes de uma conversa sobre os planos da CBF para os próximos quatro anos.

Antes da Copa do Mundo o discurso de Marin e de seu sucessor Marco Polo Del Nero era de que não seriam medidos esforços para segurar o técnico, apesar de a saída ser provável por vontade própria. Mas a goleada impiedosa da Alemanha por 7 a 1 teve impacto no apoio popular a Felipão, o que será levado em conta. Del Nero assumirá o cargo de José Maria Marin no começo de 2015 e a escolha do novo treinador é fundamental para o início de relação do novo presidente com a torcida.

Fonte: Terra
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