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"Não é um desastre que muda um trabalho", diz Felipão

Técnico dá indícios que aceitará discutir permanência na Seleção, mas apenas depois da Copa do Mundo

11 jul 2014
18h47
atualizado em 12/7/2014 às 02h54
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O técnico Luiz Felipe Scolari deixou para falar abertamente do futuro mais uma vez depois da Copa do Mundo, mesmo com o futuro presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, manifestando interesse em sua permanência. A preocupação no momento é que o 7 a 1 para a Alemanha encubra aspectos positivos do seu trabalho.

<p>Felipão mantém suspense por futuro</p>
Felipão mantém suspense por futuro
Foto: Bruno Domingos / Mowa Press

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“Sei que em um ano e meio tivemos uma série de situações muito boas. Portanto não posso ver e não sei como as pessoas possam ver só o resultado de um jogo. Se um trabalho é bom, não é um resultado, um desastre que muda um trabalho. Mas não quero fazer apologia”, disse.

Felipão insistiu que seu foco é apenas na preparação para a disputa do terceiro lugar contra a Holanda, neste sábado. Ele não disse se tem uma posição fechada sobre a permanência, mas deu a entender que primeiro irá esperar uma palavra do presidente José Maria Marin e seu sucessor Del Nero para tomar uma decisão.     

“Meu trabalho começou e termina após o último jogo da Seleção Brasileira, o último jogo na Copa do Mundo é amanhã. Então encerra o meu trabalho da primeira etapa que nós combinamos. Após encerrar apresento meu relatório e depois é uma situação que o presidente, o Marco Polo, provavelmente conversarão e aí vamos ver o que vai acontecer, o que eles entendem que está correto ou errado no meu trabalho”, disse.

De bom humor, Felipão disse que sua primeira preocupação ao encerrar o trabalho na Copa do Mundo não será com o seu trabalho, e sim com pequenas coisas de seu cotidiano que ficaram paradas durante os 50 dias a serviço da Seleção Brasileira.  

"Não posso sair da mesma forma que entrei. Tem tanta coisa que mudou, coisas que vivi nesses 45 dias que estão acrescentadas à minha vida para melhor ou para pior. O balanço que vou fazer é na sequência da minha vida. Se me falasse o que vou fazer nos primeiros dias, nos primeiros momentos é pagar as contas, ir para o banco, ajeitar minha vida particular que foi deixada de lado nesses dias", disse Felipão, que vai escutar a família antes de qualquer decisão.

"Depois é conversar um pouco com a família no sentido de algumas situações serem explicitadas a elas dos momentos que vivi, como me comportei com meus jogadores, o que aconteceu. Quando a gente tá fora por telefone não se explica muita coisa. Depois é seguir a vida normalmente. Claro que não vai ser a mesma coisa, não será nada igual ao que eu já tinha vivido até iniciar o trabalho com a Seleção, e ao terminar amanhã", disse.

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Fonte: Terra
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