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Assembleia Legislativa debaterá Torcida Única nos Estádios

23 jun 2016 - 14h34
(atualizado às 15h57)
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Até o fim deste ano, todos os clássicos disputados no estado de São Paulo envolvendo Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos serão disputados com apenas uma torcida no estádio, a do time mandante.

Foto: DINO

A medida, pedida pelo Ministério Público à Federação Paulista de Futebol, foi anunciada no início de abril, após reunião realizada na Secretaria de Segurança Pública. Em entrevista coletiva, o então Secretário de Segurança Pública do estado, Alexandre de Moraes, e o Promotor Paulo Castilho, do Ministério Público, anunciaram a medida.

A ação aconteceu no dia seguinte à morte de uma pessoa em São Miguel Paulista, na zona leste de São Paulo, durante briga entre torcedores de Palmeiras e Corinthians, que disputaram no Pacaembu, na zona oeste, um clássico válido pela 14ª rodada do Paulistão. Em confronto no entorno do estádio, antes e depois do jogo, quase 60 integrantes de torcidas organizadas foram detidos.

O evento pretende reunir autoridades relacionadas ao futebol como: representantes do Ministério Público, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero; o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro; o presidente do Corinthians, Roberto de Andrade; o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre; o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva e o presidente do Santos, Fernando Gallotti Bonavides. Também estão convidados para compor a mesa de trabalho diversos parlamentares, representantes do Comando da Polícia Militar e da Polícia Civil, jornalistas e comentaristas esportivos.

O promotor Paulo Castilho tem manifestado sua intenção de propor que a medida seja aplicada também em outros estados do país. Mais uma razão para que se discuta a eficiência da medida.

O futebol é uma paixão nacional que movimenta milhões de pessoas, famílias inteiras, trabalhadores e pessoas de bem. Considerando a seriedade da questão, a audiência pública pretende debater se o paliativo "torcida única" representa realmente a solução para a questão da violência. É justo punir as famílias e torcedores inocentes por uma minoria que as autoridades não conseguem controlar? Leis mais rígidas e ações conjuntas seriam mais adequadas para enfrentamento do problema? A ação evita que confrontos continuem acontecendo nos caminhos para os estádios? A medida compromete as receitas dos clubes? A presença de uma torcida única diminui o caráter festivo do jogo de futebol? Esses e diversos outros questionamentos serão levantados e debatidos neste evento.

DINO Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
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