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Além de Lusa, advogado indicado pela CBF defendeu Flu e mais 29 times

11 dez 2013
13h07 atualizado em 12/12/2013 às 10h43
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13h07 atualizado em 12/12/2013 às 10h43
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Julgamento (segundo na imagem) que teve absolvição de Felipe, do Fluminense, contou com atuação de Osvaldo Sestário
Julgamento (segundo na imagem) que teve absolvição de Felipe, do Fluminense, contou com atuação de Osvaldo Sestário
Foto: Reprodução


Advogado da Portuguesa no polêmico caso Héverton, Osvaldo Sestário Filho serve a equipes que disputam as quatro primeiras divisões do Campeonato Brasileiro. Só nos últimos três meses, Osvaldo participou de julgamentos a serviço de 31 clubes diferentes. Entre eles, o Fluminense, que seria o maior beneficiado em caso de a Portuguesa perder quatro pontos. 

Em 28 de novembro, Osvaldo defendeu o Flu em caso que envolvia a suspensão do meia Felipe. A solicitação da defesa foi aceita pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que determinou ainda o pagamento de R$ 5 mil para a Instituição Afro Reggae. Foi só um de mais de 100 processos no período. 

Oito dias depois, Osvaldo trabalhava a favor da Portuguesa no mesmo STJD que ordenou a suspensão do meia Héverton por dois jogos. A diretoria do clube paulista, porém, alega ter recebido do advogado a notícia de que o gancho imposto era de apenas uma partida. Assim, Héverton entrou em campo no domingo passado, diante do Grêmio, e deu margem para um possível rebaixamento de seu time. 

Osvaldo Sestário foi presidente do Londrina em 2001 e 2002
Osvaldo Sestário foi presidente do Londrina em 2001 e 2002
Foto: Divulgação

A relação de trabalho entre Osvaldo Sestário Filho e vários clubes pode ser explicada por um acordo junto à CBF, segundo a Revista Veja. Ele é indicado às equipes das quatro primeiras divisões para defender casos no STJD, no Rio de Janeiro. Em alguns casos, o pagamento de seus serviços é feito pela CBF, que desconta os valores das cotas a serem repassadas às equipes, ainda segundo a revista. O acordo teria revoltado advogados concorrentes, que acusariam a entidade de concorrência desleal. 

Dois dos clubes defendidos pelo advogado, em contato com o Terra, alegaram que recorreram aos serviços de Osvaldo Sestário Filho por ele ser um habitual frequentador do STJD. Disseram, porém, que a intermediação foi direta, sem a participação da CBF. 

No último ano, em entrevista à Espn Brasil, Osvaldo Sestário Filho disse que a intermediação dos serviços entre ele e os clubes era feita por Reinaldo Carneiro Bastos, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol. Osvaldo e Reinaldo estreitaram laços quando o advogado trabalhou na década passada para a FBA Associados, empresa extinta que geria a Série B do Campeonato Brasileiro. 

Antes de exercer esse trabalho, Osvaldo Sestário Filho ainda foi presidente do Londrina no biênio 2001 e 2002. Sob seu comando, a equipe terminou a Série B do Campeonato Brasileiro em 15º e 18º lugar, respectivamente. No Campeonato Paranaense de 2002, acabou na terceira posição.

Apesar de seu nome constar em documentos do tribunal, Osvaldo Sestário Filho negou, em entrevista ao SporTV, que já tenha trabalhado para o Fluminense. O advogado também negou qualquer vínculo com a CBF, afirmando que todos os seu contratos são particulares e firmados diretamente com os clubes.

Clubes que Osvaldo Sestário Filho serviu no STJD nos últimos três meses: Portuguesa, Fluminense, América-MG, Atlético-PR, Criciúma, Icasa, Santa Cruz, Náutico, Oeste, ABC, Paysandu, Ceará, Sport, CRB, América-RN, Betim, Guaratinguetá, Avaí, Salgueiro, Fortaleza, Mixto, Botafogo-PB, Corinthians, Nacional-AM, Aparecidense-GO, Águia Negra-MS, Cuiabá-MT, Luverdense, Guarani, Atlético-GO e Central de Caruaru-PE. 

Diogo se revolta com notícia de possível rebaixamento:

Fonte: Terra
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