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Briga Juvenal x Andrés vira baixaria com provocações e insinuações

13 out 2011
08h49
atualizado às 11h01

Enquanto seus times apresentavam resultados ruins nos gramados pelo Campeonato Brasileiro, nos últimos dias os presidentes de Corinthians - Andrés Sanchez - e São Paulo - Juvenal Juvêncio - pareciam pouco se preocupar com o que ocorria dentro de campo. Os dois dirigentes paulistas concentraram suas forças em uma briga infantil que acabou gerando declarações infelizes. Virou baixaria.

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Não é de hoje que dirigentes corintianos e são-paulinos se provocam, fato que passou a ser constante pelo fortalecimento da rivalidade entre os dois clubes a partir dos anos 2000. O round mais recente dessa briga teve início no último clássico entre os times pelo Brasileiro (empate por 0 a 0 em 21 de setembro). Nos vestiários após a partida, quando questionado a respeito de um suposto interesse do Corinthians no atacante tricolor Dagoberto, Sanchez afirmou que o jogador já estava acertado com o Santos.

A declaração desagradou o próprio Dagoberto e alguns dirigentes do São Paulo, que responderam dizendo que Sanchez era são-paulino, pois só pensava e falava no clube. Mesmo assim, o presidente do Corinthians não se intimidou e, na última segunda-feira, voltou a dizer que Dagoberto acertará com Santos, Inter ou Fluminense. Além disso, garantiu que o clube do Morumbi já havia fechado a contratação do meia Romarinho, do Bragantino.

Mobral e corrupção

Foi então que a discussão, que até aquele momento era apenas uma troca de farpas infantil, mas normal no futebol, descambou para a baixaria. Após o vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, dizer que não iria responder a Sanchez para evitar acirrar a rivalidade, o presidente do clube do Morumbi, Juvenal Juvêncio entrou na jogada.

Ao chegar para o confronto entre São Paulo e Inter em Barueri, na tarde da última quarta-feira, Juvenal debochou da escolaridade do dirigente corintiano.

"Ele (Andrés) tem medo do São Paulo. É preciso desestabilizar para que não possamos chegar (na disputa pelo título brasileiro). O problema do Andrés é o Mobral (Movimento Brasileiro de Alfabetização) inconcluso. Quando ele concluir isso, vai dar uma melhorada. Infelizmente, o mandato está acabando (dezembro de 2011) e não vai dar tempo de ele arrumar agora. Ele precisa estudar um pouco mais. Eu jamais votaria nele para presidente da CBF. Nem para presidente da Fiel", disse Juvenal.

Na noite de quarta-feira, logo após a derrota do Corinthians para o Botafogo por 2 a 0 no Pacaembu, Andrés concedeu uma entrevista coletiva para rebater as críticas de Juvenal. O dirigente alvinegro se defendeu do deboche, mas fez questão de manter o baixo nível da polêmica ao acusar o presidente do São Paulo de corrupção.

"Tenho muito orgulho das pessoas que concluíram o mobral. Eu não fiz o mobral, fiz só até o ginásio e me arrependo disso. Não é vergonha quem se formou no mobral. Isso é um preconceito terrível, é péssimo, é pejorativo. 85% dos brasileiros me entendem", disse Sanchez, acusando Juvenal Juvêncio de corrupção em obras casas populares - o são-paulino foi subprefeito da Penha, bairro paulistano. "Sempre trabalhei em empresa privada, graças a Deus não me formei na faculdade ou no colégio dele. Ele sabe fazer casas populares e vender", insinuou Sanchez.

O presidente do Corinthians ainda disse que aceitaria discutir pessoalmente com Juvenal. "Mas ninguém acha ele. Isso é pessoal, não é o presidente do Corinthians e do São Paulo", disse o dirigente alvinegro.

Dentro de campo, São Paulo e Corinthians estão entre os times que brigam pelo título brasileiro e o vencedor será conhecido no dia 3 de dezembro. Fora de campo, a discussão não terá vencedor.

Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio em 2008; tempos em que rivalidade não havia descambado para a baixaria
Andrés Sanchez e Juvenal Juvêncio em 2008; tempos em que rivalidade não havia descambado para a baixaria
Foto: Gazeta Press
Fonte: Terra

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