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Nobre diz que deixa todas as decisões nas mãos do piloto

5 dez 2016
08h01
atualizado às 08h42
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Em participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, Paulo Nobre voltou a destacar toda sua solidariedade à Chapecoense e aos familiares que perderam parentes no trágico acidente aéreo que acabou causando a morte de 71 pessoas na última terça, já em território colombiano. O presidente palmeirense destacou a união de todos nesse momento e voltou a reforçar a necessidade de ajudar o clube catarinense nessa reconstrução.

O Air Pork One, avião de Paulo Nobre avaliado em R$ 17 milhões, ficou famoso por buscar Gabriel Jesus e Mina de jogos de suas respectivas seleções a tempo de jogarem pelo Palmeiras
O Air Pork One, avião de Paulo Nobre avaliado em R$ 17 milhões, ficou famoso por buscar Gabriel Jesus e Mina de jogos de suas respectivas seleções a tempo de jogarem pelo Palmeiras
Foto: Reprodução/Facebook

"Quando acontece algo assim, não importa com quem e qual o país. Hoje a Chapecoense é o time que tem a maior torcida no mundo. O que foi feito na Colômbia não é normal. A comoção. E estou vendo uma preocupação muito grande para que a Chapecoense possa ter uma situação diferenciada, para se reerguer. Ela chegou por méritos próprios evai ser difícil, mas eu enho certeza absoluta que eles vão dar a volta por cima", disse Nobre. "É muito importante essa ajuda dos clubes, porque é um caso muito extraordinário, especial, traumático".

Paulo Nobre também revelou conversas que teve com seu piloto particular. O mandatário campeão Brasileiro desse ano tem um avião próprio e, diante das questões levantadas sobre as possíveis causas pela queda do Avro RJ85, da empresa Lumia, o dirigente buscou seu amigo especialista para tentar entender melhor o que pode ter acontecido.

"A gente pode ver que o número de acidentes são muito pequenos perto do número de voos. A maioria segue as regras. Mas eu perguntei para o meu piloto se essa questão do combustível é tão simples assim. E, pelo o que ele me falou, a princípio, é simples assim mesmo. E ai não tem mágica", comentou, antes de relatar experiências de adversidade com sua tripulação a bordo de seu avião.

"Uma vez fiz um voo e meu piloto falou: 'Olha, não estou me sentindo confortável com algo que apareceu aqui no painel'. E ele me fez voltar de voo comercial com meus convidados. Em outra oportunidade, eu voo muito por causa do rally, eu fui de avião e voltei de ônibus. E eu falo para o meu piloto: 'Me permite insistir o quanto eu quiser, porque a palavra final é sempre sua. E ele é caxias, como deve ser todo piloto. Sendo assim, avião é superseguro", disse, deixando claro que não teme por maiores problemas, desde que a manutenção da aeronave esteja em dia e haja confiança no piloto.

"Aviação é extremamente segura se você respeitar todos os protocolos que existem. E, normalmente, não sei em porcentagem, mas em 90% dos problemas a falha é humana, ou o erro é humano, seja por desconhecimento, desatenção ou irresponsabilidade", disse, antes de voltar na temática da pane seca que acabou fazendo com que o avião da Chapecoense caísse antes de chegar ao destino.

"Com certeza absoluta a autonomia de um avião é de um ponto A para um ponto B mais um ponto C, que é uma alternativa. Ele precisa ter autonomia para essa alternativa. Eu tenho avião, uma tripulação que trabalha pra mim e um combinado que eu tenho com meu piloto é que a última palavra é sempre dele, por mais que eu possa ficar chateado", ressaltou.

Por fim, Paulo Nobre voltou a contar outro ponto da sua conversa com seu piloto em que eles abordam a recorrência da tentativa do avião da Lamia em ir da Bolívia à Medellín, na Colômbia, em a escala para abastecimento. Mas, para o presidente do Palmeiras, não se pode culpar a Chapecoense por ter contratado o serviço, independente desse histórico.

"Meu piloto comentou comigo que ele (o piloto da Lamia) já tinha feito essa viagem seis vezes, essa era a sétima, ou seja, ele já tinha arriscado e pego confiança em tomar esse risco. Isso acontece mais vezes, mas ninguém fica sabendo. A princípio, se o avião pousar e correr tudo bem, ele não precisa reportar nada. Meu piloto falou que se ele tivesse reportado a falta de combustível a multa seria gigantesca e ele talvez perderia a carta. Mas ai vai de você contratar pessoas responsáveis. E, vamos ser sinceros, quem que vai isso antes de fretar um avião ou vai ver o histórico da companhia? Ninguém", ponderou, dando razão aos catarinenses, que fecharam com a Lamia por causa de um desconto de quase 50% e pelo currículo da empresa, que já transportou outros times e até seleções.

"Faz muita diferença, sim, em uma administração de um time de futebol, um voo muito mais caro ou muito mais barato. Ai você pega o histórico da empresa, muitas seleções, a própria pessoa que pilota é dona… Não vejo culpa em quem contratou", concluiu.

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