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Capitão Leandro Guerreiro se despede da torcida e deixa futuro em aberto

27 nov 2016
16h50
atualizado às 16h50
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Depois de vestir a camisa do América-MG por três temporadas, Leandro Guerreiro se despediu da torcida na Arena Independência neste sábado, após o empate por 2 a 2 com o Sport.  O capitão lamentou o rebaixamento do Coelho, mas garantiu estar satisfeito com sua passagem e não definiu seus próximos passos na carreira.

A partida foi marcada por emoção do começo ao fim. Antes do apito inicial, a diretoria do clube entregou ao jogador uma placa em agradecimento aos serviços prestados desde 2014. O atleta ainda jogará a última rodada do torneio, contra o Santos, na Vila Belmiro, no próximo domingo, mas não continua no América no ano que vem, quando a equipe disputará a Série B do Campeonato Brasileiro. No fim do jogo, o restante do elenco se reuniu no meio do campo, homenageou o volante e, junto aos mais de dois mil torcedores, aplaudiu Guerreiro.

"Só tenho que agradecer a todos: os torcedores, pelo carinho e respeito, a diretoria e a vocês da imprensa por este relacionamento muito saudável. Foram seis anos em Minas Gerais, numa convivência muito boa. É difícil você ficar tanto tempo assim. Me dei bem com todo mundo. Saio de cabeça erguida, orgulhoso de ter conquistado um acesso, um título de campeão mineiro depois de 15 anos. Infelizmente não conseguimos nossa permanência na Série A, o que me deixa chateado. Mas saio com a sensação do dever cumprido", disse o capitão, emocionado.

Apesar de ser certa a despedida do Coelho, Leandro deixou seu futuro em aberto. "Não vou dizer aqui o que farei ainda, porque não sei. Não sei se paro, se continuo jogando. Minha esposa quer que pare, mas o futebol está no sangue. Não sei se chegarão propostas. Vou entregar nas mãos de Deus", explicou o atleta, que vestiu a camisa 147 pelos números de jogos realizados pelo Coelho.

Nascido no Rio Grande do Sul, Leandro Guerreiro estreou pelo Internacional em 2000 e acumula passagens pelo Guarani, Criciúma, Botafogo e Cruzeiro, além de Salernitana, Napoli e Pescara, da Itália. O técnico do América, Enderson Moreira, também aproveitou o último jogo em casa para homenagear o atleta de 38 anos.

"Foi um prazer enorme poder conviver com ele, um profissional extremamente correto, respeitoso. Um jogador que é sempre um grande exemplo. O Leandro não tem a questão tanto de falar, de ser líder porque fala bonito. Ele é um líder pelas atitudes, um cara que é um dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair do CT. Extremamente dedicado em tudo o que é colocado para ele. Fisicamente está muito bem e acho que essa função que nós colocamos para ele, de jogar à frente da defesa, o que ele conseguiu entender e executar com perfeição. Infelizmente, tudo na vida tem um momento de não ter continuidade, mas queria colocar que foi um prazer enorme conviver com um profissional desse. Fico muito orgulhoso de ter participado da carreira do Leandro Guerreiro", finalizou o comandante.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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