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Chape elimina o favorito São Paulo nos pênaltis na Copa SP

10 jan 2017
21h21
atualizado às 21h48
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A Chapecoense terminou o ano em luto depois da queda do avião que levava sua equipe principal para a disputa da final da Copa Sul-Americana. Mas, o clube catarinense renasce em 2017 já com uma grande alegria. Na noite desta terça-feira, sob os gritos de "Vamos, vamos, Chape", os garotos de verde conseguiram eliminar o poderoso time do São Paulo e favorito ao título da principal competição de base do país: a Copa São Paulo de Futebol Júnior.

Classificação causou muita emoção para os jogadores da Chapecoense, que homenagearam as vítimas da tragédia na Colômbia
Classificação causou muita emoção para os jogadores da Chapecoense, que homenagearam as vítimas da tragédia na Colômbia
Foto: Manoel Messias/FuturaPress

O Tricolor do Morumbi impôs seu ritmo e dominou a maior parte do jogo, mas não conseguiu furar a retranca dos catarinenses, que ainda chegaram a assustar na etapa final, mas comemoram o empate por 0 a 0 no tempo normal mesmo com um jogador a menos nos últimos minutos. Nas penalidades, o goleiro Tiepo brilhou como Danilo costumava fazer e a Chapecoense fez história com a vitória por 4 a 2 na Arena Capivari.

A equipe Condá agora enfrentará o Capivariano, time da casa que superou o Nova Iguaçu por 3 a 2 mais cedo, na terceira fase da Copinha. Ao São Paulo, resta apenas aprender com os erros. O time deixa a competição depois de ser o melhor de toda a primeira fase, com 100% de aproveitamento, 15 gols marcados e apenas três sofridos. Mas, caiu para um adversário que se classificou em segundo de seu grupo, com apenas uma vitória até aqui e que tem saldo zero no torneio.

O jogo

O São Paulo se mostrou ciente de sua superioridade técnica desde o começo. Sem desrespeitar a equipe da Chapecoense, os garotos de Cotia partiram para cima desde os primeiros minutos e deixaram claro que ditariam o ritmo do jogo. Apesar dos espaços na defesa, a Chapecoense sequer conseguia passar do meio de campo, então, conformou-se em se defender com todas as forças. Para isso, também contou com o apoio das arquibancadas.

Aos poucos, o goleiro Tiepo foi se transformando no grande destaque do jogo. O Tricolor do Morumbi tentava chegar de todos os jeitos, tabelando, arriscando de fora da área, com cruzamentos à área e na bola parada. O gol parecia questão de tempo, mas o tempo não parou para esperar e o time de Santa Catarina conseguiu segurar o 0 a 0 para o vestiário.

Na segunda etapa, a Chapecoense mudou um pouco a sua postura. Com o São Paulo já mais desorganizado, tentando o gol a qualquer custo, o contra-ataque ficou oferecido ao clube de Chapecó, que passou a assustar e a exigir trabalho do goleiro Lucas Paes. Isso fez com que o técnico André Jardine, suspenso, tentasse a todo modo orientar seus atletas das arquibancadas. No banco, o preparador físico Caco Peres era quem tentava colocar ordem na situação.

Tudo em vão. Mais corajosa, a Chapecoense por pouco não conseguiu o gol da sua consagração aos 41 minutos. Depois de cobrança de escanteio pela direita, o atacante Rhainer, que havia entrado há pouco tempo, cabeceou no travessão. O susto foi grande, mas o São Paulo em seguida saiu disparado em contra-ataque. Foi quando o mesmo Rhainer acabou expulso ao voltar desesperadamente para ajudar na marcação e acertar um carrinho no adversário.

O clima ficou tenso dentro e fora de campo, o árbitro perdeu o controle do jogo e as equipes já não respeitavam qualquer sistema tático. Era vontade pura e muita correria. Foi assim até o apito final. Festa parcial da Chape, que não deixou de comemorar o fato de ter segurado um dos grandes favoritos ao título no tempo normal. Da mesma forma, os são-paulinos não escondiam a frustração antes das cobranças de pênaltis.

Pênaltis

Todo o cenário já parecia pronto para uma noite histórica. E assim foi. Nas cobranças, o goleiro Tiepo se agigantou e defendeu a batida de Militão. Geovane fez pior e sequer acertou o gol. Pelo São Paulo, apenas Paulo Boia e Luziero marcaram. Por outro lado, a Chapecoense só errou com Ronei. Lucas Paes defendeu. Mas, Vini, Bruno, Fauth e Ned garantiram a vitória e a classificação heroica.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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