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Rubens Bohlen recua e renuncia à presidência do Paraná

Decisão já está tomada e carta de renúncia deve ser entregue nesta terça-feira ao Conselho Deliberativo

24 mar 2015 04h35
| atualizado às 07h12
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Presidente do Paraná, por outro lado, não apresentou soluções na reunião
Presidente do Paraná, por outro lado, não apresentou soluções na reunião
Foto: Paraná Clube / Divulgação

Quando tudo parecia resolvido, o presidente Rubens Bohlen recuou em sua última decisão e vai pedir renúncia da presidência do Paraná nesta terça-feira. A informação, não confirmada pelo mandatário paranista, foi confessada a pessoas próximas dentro do clube, e a carta já está pronta para ser entregue ao Conselho Deliberativo até o período da noite. Integrantes dos "Paranistas de Bem" vão assumir o projeto apresentado de R$ 400 mil mensais até dezembro.

O dirigente do clube paranaense já estava apreensivo e resistindo a uma grande pressão nas últimas três semanas no Deliberativo e Consultivo. Com o isolamento na diretoria, tendo seus vice-presidentes Luiz Carlos Casagrande e Aldo Coser apoiando seu desligamento, Bohlen conseguiu resistir por um período crítico. E o pedido de 30 dias, há mais de uma semana, para apresentar uma solução foi aceito mesmo com grande descontentamento.

A folha salarial, que soma atrasos de três meses aos funcionários do social e do futebol, foi o principal motivo de sua saída. A cota de televisão já foi adiantada, o clube segue sem patrocínio master desde a perda da Caixa Econômica Federal no final de janeiro e não existem perspectivas de receitas. Aliado a isso, o empresário Carlos Werner, que banca os custos do CT Ninho da Gralha, abandonou as categorias de base para pressionar ainda mais. No local, o conselheiro reduziu o gasto de R$ 250 mil para R$ 100 mil mensais.

Agora, com o recuo da palavra de Bohlen, o estatuto coloca Casagrande, conhecido como "Casinha", na posição de presidente. Nos bastidores, o "homem-forte do social" incentivava o grupo de 10 paranistas, que quer injetar R$ 4 milhões no futebol do Paraná até o final do ano, prometendo salário em dia e um time forte para retornar à Série A em 2016. Mas, na composição, não será bem assim.

<p>Atuais vice-presidentes, Luiz Carlos Casagrande (ao lado de Bohlen) e Aldo Coser (à esq.) assumem por estatuto o Paraná</p>
Atuais vice-presidentes, Luiz Carlos Casagrande (ao lado de Bohlen) e Aldo Coser (à esq.) assumem por estatuto o Paraná
Foto: Paraná Clube / Divulgação

Werner é o principal articulador do grupo e voltará a custear os gastos no Ninho, com Leonardo Oliveira ajudando. No último sábado, aliás, bancou a despesa do jogador Paulo Eduardo, que quebrou dois ossos da face em jogo da Copa do Brasil Sub-17 e teve que ser internado em um hospital particular. Sem dinheiro, o presidente viu um cenário que seria frequente novamente.

Além disso, Werner servirá de apoio a Durval Lara Ribeiro, o Vavá, que comandará o futebol.  Já João Quitéria, antigo vice-presidente da organizada Fúria Independente, ficará no administrativo. Outros integrantes do grupo de 10 paranistas também devem participar do dia a dia do clube. O certo atraso na renúncia, por outro lado, preocupa que o investimento prometido possa ser cumprido. Algumas frentes, que eram certas, não deram mais garantias.

Já Marcelo Nardi, atual superintendente de futebol e aliado do presidente, não seguirá à frente da pasta. Marcus Vinícius, gerente de futebol, também seguirá o mesmo rumo. A dúvida ainda paira no técnico Luciano Gusso. O treinador defendeu Bohlen nessa turbulência política e não é unânime no grupo que assumirá pela falta de experiência na Série B. Por outro lado, o comandante formou até certa base e começa a dar um padrão de jogo ao limitado time tricolor.

Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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