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Liga dos Campeões

Técnico do Dortmund se diz prejudicado por time jogar 24 horas após atentado

12 abr 2017
18h26
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O técnico do Borussia Dortmund, Thomas Tuchel, reiterou nesta quarta-feira suas críticas ao fato de o jogo contra o Monaco, suspenso ontem por conta do ataque com explosivos ao ônibus do time alemão, ter sido realizado hoje, apenas 24 horas após o que, segundo a Promotoria da Alemanha, foi provavelmente um atentado islamita.

"O tempo é importante para superar isso. Agora queremos nos concentrar em conseguir o objetivo de jogar a semifinal, e temos que estar no melhor nível", declarou o treinador ao fim da partida, que aconteceu sob forte esquema de segurança e foi vencida pelo Monaco por 3 a 2 no estádio Signal Iduna Park.

"Os jogadores talvez precisassem de um dia a mais para se recuperar", acrescentou Tuchel, que acreditava que seus atletas conseguiriam "superar a comoção" pelo atentado que deixou ferido o zagueiro espanhol Marc Bartra.

O técnico tinha revelado esse sentimento da equipe à emissora de televisão "Sky", poucos minutos antes do início do jogo de ida pelas quartas de final da Liga dos Campeões.

Após a derrota, o treinador também lembrou a apreensão pelo ataque, cujas consequências, a julgar pelas informações da Promotoria de Dortmund, poderiam ter sido mais graves.

Bartra foi o único membro da delegação ferido nas explosões e foi operado ontem à noite após sofrer uma fratura no punho e ferimentos provocados por estilhaços da janela do veículo. Hoje, ele postou uma foto nas redes sociais e se disse bem.

O jogo começou com demonstrações de solidariedade ao zagueiro, cujo nome foi cantado pelos torcedores das duas equipes. Já o Dortmund entrou em campo para o aquecimento com camisas com a mensagem "Muita força, estamos com você", escrita em espanhol.

O diretor administrativo do clube, Hans-Joachim Watzke, comentou ontem à noite que a equipe estava "totalmente perturbada", mas admitiu que não havia alternativa a não ser jogar hoje, já que a delegação do Monaco não poderia permanecer por muito mais tempo na Alemanha e o calendário da Liga dos Campeões é muito apertado.

"É uma situação extremadamente difícil, mas os jogadores são profissionais", disse ontem o presidente do clube alemão, Reinhard Rauball.

EFE   

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