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Loss vive a expectativa de ser auxiliar de Fábio Carille no Corinthians

28 dez 2016
18h06
atualizado às 18h06
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A Copa São Paulo de 2017 deverá ser a última da carreira de Osmar Loss. Campeão do torneio de juniores pelo Corinthians em 2015, o gaúcho foi convidado para integrar a comissão chefiada por Fábio Carille na equipe profissional e está animado com a oportunidade.

"Houve uma conversa", admitiu Loss, nesta quarta-feira, rapidamente contendo um sorriso. "O foco do momento é a Copa São Paulo. O departamento profissional tem o seu caminho bem desenhado. Não posso falar mais porque ainda não divulgaram o que foi definido", precaveu-se.

O autocontrole do treinador diante do tema não durou muito. Responsável por avalizar as promoções de jogadores criados nas categorias de base do Corinthians nos últimos três anos, Osmar Loss sempre reconheceu que alimentava o sonho de ele próprio se tornar uma revelação alçada ao time profissional.

"Tenho 21 anos de trabalho com futebol. Se dissesse que não me sinto preparado, teria perdido muito tempo. Estou cada vez mais confortável com essa ideia. Venho evoluindo, estudando, fazendo cursos, conversando com a comissão técnica. O que me falta é ter lastro para crescer. Talvez essa oportunidade como auxiliar me dê a experiência e a vivência com jogadores da mais alta qualidade de que preciso", comentou.

Inicialmente, Loss planejava ascender como treinador, e não como auxiliar. Ele tinha o exemplo do colega Zé Ricardo, que ganhou um voto de confiança do Flamengo após ser seu algoz na decisão da Copinha deste ano. Em 2016, chances não faltaram, com as saídas de Tite, Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira e do próprio Carille na direção do time principal corintiano.

"Já parabenizei o Zé Ricardo. É muito bacana ver um treinador oriundo da base dar uma resposta de sucesso também no profissional. E há outros assim, como o Jair Ventura no Botafogo", exemplificou.

Ainda que não tenha sido promovido como treinador, tal qual ocorreu com Zé Ricardo e Jair Ventura, apesar do lobby de alguns torcedores, Osmar Loss garantiu que não se sentiu melindrado. Ao contrário. Ele se mostrou bastante entusiasmado para auxiliar Fábio Carille.

"O próprio Fábio é um exemplo para mim. Ele foi auxiliar durante oito anos e não escondeu o seu desejo de ser treinador. Tenho maturidade para saber que vou fazer o meu melhor, colocando-me no momento adequado. Já convivi com muitos auxiliares e sempre soube dar espaço para eles. Não vejo isso como um retrocesso, mas como um avanço na minha carreira", orgulhou-se Osmar Loss, com a missão de deixar uma última boa impressão na base na Copinha do princípio de 2017.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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