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Paulo Nobre culpa WTorre por gramado ruim: "ficou um pasto"

5 dez 2016
08h40
atualizado às 09h15
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Paulo Nobre não consegue tirar o sorriso do rosto para quase nada. Campeão da Copa do Brasil em 2015 e campeão Brasileiro nesse ano às vésperas de entregar o cargo de presidente do Palmeiras, o dirigente está vivendo um sonho e não esconde isso de ninguém. Mas, quando questionado sobre a situação cada vez mais problemática do gramado do Allianz Parque, Nobre também é transparente na sua irritação. Durante o programa Mesa Redonda, da TV Gazeta, neste domingo, o mandatário do Verdão deixou claro que a WTorre, empresa que administra o estádio com exceção aos dias de jogos de futebol, tem total culpa pelo clube não ter um campo decente.

Gramado do Allianz Parque tem ficado com falhas após a realização de shows na arena
Gramado do Allianz Parque tem ficado com falhas após a realização de shows na arena
Foto: Thiago Ferri / LANCE!

"Essa é uma situação ainda muito incômoda para o Palmeiras, porque nós temos uma parceira. Ela tem todo o direito de explorar o Allianz, fazer shows, ações, o que ela quiser e rentabilizar da maneira que ela melhor entenda. 90% dos dias do ano o estádio é dela. Eu sou o primeiro a defender que a parceira faça todos os eventos possíveis e imagináveis", contextualizou o presidente.

"Mas, a parceira tem que entender o seguinte: O parceiro dela é um time de futebol, que precisa do gramado para jogar. Existem técnicas para não deixar o gramado um pasto, como ficou. Senhor, você vê um jogador dando uma travada e levantando um tufo enorme de grama. Se falar de grama sintético no Brasil, onde a natureza é maravilhosa? A empresa é a mesma que cuida do campo da Academia de Futebol, onde o time treina todo dia. Vai lá ver o estado do gramado da Academia. É possível cuidar. A nova diretoria não tem ingerência nenhuma sobre isso. O que precisa ter a consciência do parceiro", cobrou Paulo Nobre, admitindo que talvez haja uma má vontade em função de uma relação desgastada entre as pessoas que tomam à frente dos dois lados.

"É óbvio que tem como arrumar, mas tem que passar pela consciência da parceira também. É um relacionamento que pode durar mais 28 anos, mas algumas coisas podem mudar. Você se acha que faz sentido colocar câmera no camarote da presidência? Tampamos aquilo. Ai um dia fizemos uma brincadeira, colocando uma propaganda do Sócio Avanti, e ficaram ofendidos, disseram que vão tirar o camarote da presidência. Isso (a situação) é brincadeira. Quem sabe com a nova gestão (do Palmeiras) esse ranço fique de lado", completou.

Paulo Nobre aproveitou para falar sobre os boatos de que ele teria intenção em comprar o Allianz Parque e repassar a Arena ao Palmeiras desde já, sem que o clube tenha a necessidade de conviver com a parceria por 30 anos, como prevê o contrato. Nesse momento o presidente palmeirense até chegou a rir da situação, mas não descartou uma alternativa e novamente deixou as providências nas mãos da WTorre.

"Infelizmente eu não tenho o tamanho que as pessoas acham que eu tenho. Quisera eu rasgar um cheque e comprar. O que eu disse já e fui mal interpretado é o seguinte. Eu não tenho condições de comprar o Allianz, não tenho tamanho para isso, O Palmeiras não tem condições para isso. Agora, o que eu disse é que tudo isso não passa de especulação se não partir de quem detém os direitos de querer vender ou não. E eu não vi isso. Enquanto não partir dela (WTorre), é mera especulação", explicou.

"O dia que ela colocar preço, se o Palmeiras entender que é justo, eu não duvidaria até que o próprio palmeirense cotizasse para tentar comparar ou fosse ao mercado. Tem que partir da parceira um dia falar que quer vender. E ai tem que ver o preço. Tem que ser feito uma avaliação que eu não fiz, uma coisa muito complexa", concluiu Paulo Nobre, em visita à Fundação Casper Líbero.

 

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