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Futebol

São Paulo fecha direitos de transmissão com a Globo

Fernando Dantas / Gazeta Press
23 fev 2016
23h25
atualizado em 24/2/2016 às 13h54
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Na noite desta terça-feira, em reunião do Conselho Deliberativo, o São Paulo decidiu selar acordo com a Globo para os direitos de transmissão dos jogos da equipe de 2019 a 2024. Segundo apurou a Gazeta Esportiva, a empresa ofereceu contrato de R$ 500 milhões para a TV fechada e com luvas de R$ 60 milhões, valor que servirá para o pagamento dos salários atrasados do elenco.

Os 500 milhões oferecidos pela Globo, junto das luvas, cobrem o valor proposto pelo Grupo Turner, dono dos canais Esporte Interativo, que havia aberto negociações com o clube. Segundo comunicado oficial, o EI havia oferecido contrato de R$ 550 milhões para as transmissões da TV fechada, mas somente R$ 40 mi de luvas, o que não convenceu a maioria dos conselheiros.

A divisão das cotas da Globo também agradou o corpo de conselheiros do São Paulo: dos R$ 500 milhões, 40% serão divididos igualmente pelos 20 clubes, 30% dirá respeito à performance do clube no campeonato e outros 30% à exposição na televisão.

Além do assunto cotas de televisão, a reunião também serviu para discutir a situação da dívida geral do São Paulo. A consultora PwC, que faz um processo de auditoria no clube, prometeu apresentar um plano detalhado para quitar os vencimentos do Tricolor.

Abílio Diniz comunica afastamento após choque com Leco; Aidar se cala

O empresário Abílio Diniz compareceu à reunião e comunicou aos conselheiros que se afastará das decisões do clube por tempo indeterminado. Segundo Abílio, a decisão foi tomada para evitar ainda mais turbulências no cenário de bastidores do Tricolor. Nas palavras de conselheiros que estiveram presentes na reunião, Abílio foi "curto e grosso" em seu discurso e deu a entender que o SPFC é um clube "mal administrado". O empresário, no entanto, continuará com sua função no Conselho Consultivo da diretoria.

Recentemente, o ex-dono do Grupo Pão de Açúcar se envolveu em troca de farpas com Leco, presidente tricolor, durante troca de emails entre membros da diretoria. Durante o discurso de Diniz na reunião desta terça, o mandatário tricolor, seu desafeto, bem como o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, não esboçaram nenhuma reação.

O ex-presidente Carlos Miguel Aidar também esteve na reunião. O ex-dirigente, que renunciou ao cargo em outubro do ano passado, dando lugar a Leco, se manteve calado durante toda a reunião, abstendo-se dos debates. Aidar é investigado pelo Comitê de Ética do São Paulo por improbidade administrativa durante seu mandato, de 2014 a 2015.

 

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