0

Veja clubes que brilharam "do nada" e estão no fundo do poço

1 abr 2015
15h25
  • separator
  • comentários

Olhe para as tabelas de torneios como Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e até Copa Libertadores de alguns anos atrás. Alguma coisa diferente? Talvez você estranhe a presença de times como São Caetano, Ipatinga e Brasiliense nas fases decisivas. São exemplos de algumas das equipes que surgiram "do nada", conquistaram momentos de brilho na década passada e atualmente se encontram em divisões inferiores do futebol nacional – algumas, lutando para sobreviver. Relembre seis times que já viveram períodos de sucesso e hoje tentam sair do "fundo do poço".

 

São Caetano

Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

A ascensão: "bivice" brasileiro, vice da Libertadores e campeão paulista

Fundado em 1989, o São Caetano apareceu de repente para o cenário nacional na Copa João Havelange, como foi chamado o Campeonato Brasileiro de 2000, cuja fase final juntou times de todos os módulos (divisões). A equipe do ABC paulista surpreendeu ao chegar à final e perder do Vasco. No ano seguinte, mais um vice brasileiro, caindo diante do Atlético-PR na decisão. E em 2002, um feito incrível: o time foi vice-campeão da Libertadores, perdendo para o tradicional paraguaio Olimpia. O estigma de eterno vice acabou em 2004, com o título paulista conquistado sob o comando de Muricy Ramalho.

A queda: tudo começou com a tragédia de Serginho

A morte do zagueiro Serginho em campo em outubro de 2004, durante um jogo com o São Paulo, mudou a história do São Caetano. Abalado com o episódio e punido com a perda de 24 pontos, o time quase caiu para a Série B – o que seria confirmado em 2006. Uma breve reação com o vice-campeonato paulista se desenhou em 2007, mas, com investimento reduzido, o time não conseguiu voltar à primeira divisão do Brasileiro. Em 2013, caiu para a Série A2 do Paulista e para a Série C do Brasileiro. E no ano passado, afundou-se ainda mais, ficando perto da A3 no Estadual e despencando para a Série D nacional.

 

Ipatinga

Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press

A ascensão: título mineiro, semifinal da Copa do Brasil e acesso à Série A

Com apenas sete anos de idade, o Ipatinga surpreendeu os tradicionais Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG para se sagrar campeão mineiro de 2005. Foi o início da arrancada: no ano seguinte, sob o comando de Ney Franco, o time foi vice estadual, semifinalista da Copa do Brasil; no fim da temporada, conseguiu o acesso à Série B. Em 2007, finalmente o Ipatinga subiu para disputar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro pela primeira vez na história.

A queda: rebaixamentos em sequência, mudança e briga judicial

Parece que a Série A não fez nada bem ao Ipatinga. Em 2008, o time foi rebaixado no Mineiro e no Brasileiro. Apesar de um breve suspiro com a volta à elite estadual e o vice-campeonato em 2010, o clube estava afundando: rebaixamento à Série C nacional em 2010, e de volta à segunda divisão mineira em 2011. Com dificuldades financeiras, a equipe se mudou para a cidade de Betim em 2013, mas não conseguiu subir nem no Mineiro nem no Brasileiro. No ano passado, uma disputa judicial jogou o time para a Série D do nacional. E novamente como Ipatinga, o time quase caiu para a terceira divisão estadual.

 

Guaratinguetá

Foto: Pedro Figueira / Photopress / Gazeta Press

A ascensão: acessos em sequência e a semifinal do Paulista

Estrando como time profissional em 2000, o Guaratinguetá engatou uma sequência de acessos a partir do seu segundo ano de competições: subiu para a Série B1 do Paulista em 2001, para a A3 em 2002, para a A2 em 2004 e para a A1 em 2006. Em sua primeira temporada na elite do futebol paulista, foi campeão do interior; na segunda, um time surpreendente chegou até a semifinal, perdendo para a Ponte Preta. A subida seria coroada em 2009, com o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro.

A queda: todo o caminho de volta...

Apesar do acesso à Série B do Brasileiro em 2009, no mesmo ano o time já havia iniciado a sua derrocada em âmbito estadual, caindo para a Série A2 do Paulista. Voltou no ano seguinte, mas quase caiu para a Série C novamente. Em 2011, com a mudança para Americana, foram campanhas decentes no Paulista e na Série B. Mas no ano seguinte, novamente em Guaratinguetá, o clube voltou à Série A2. O pior momento veio em 2013, com o retorno à Série C nacional e a venda do clube. No ano passado, o time foi mal na Série A2 e ficou na primeira fase da Série C.

 

Grêmio Barueri

Foto: César Greco / Foto Arena / Gazeta Press

A ascensão: sete acessos em seis anos!

A guinada do Barueri dos porões da sexta divisão do Campeonato Paulista para a elite do futebol nacional aconteceu em apenas seis anos. O time foi fundado profissionalmente em 2001 e jogou a Série B3 do Paulista; na sequência, subiu para a B2 em 2002, para a B1 em 2003, para a A3 em 2004, para a A2 em 2005 e para a A1 em 2006 – ano em que também conseguiu saltar da Série C para a Série B do Campeonato Brasileiro. Dois anos depois, subiu para a primeira divisão nacional, fazendo um honroso 11º lugar em 2009 e chegando a frequentar o G-4 no início do campeonato.

A queda: tão rápido quanto subiu, desceu

Ainda no fim de 2009, uma briga entre a diretoria do clube e a prefeitura de Barueri fez o time se mudar para Presidente Prudente. No ano seguinte, já como Grêmio Prudente, o time ainda alcançou a semifinal do Campeonato Paulista, mas caiu para a Série B do Brasileiro. Em 2011, novo rebaixamento, desta vez para a Série A2 estadual. Vendida para empresários de Barueri, a equipe voltou à cidade de origem, mas caiu para a Série C em 2012 e para a Série D em 2013. O último golpe veio no ano passado, quando o Barueri foi rebaixado à Série A3 do Paulista. Na Série D, não passou da primeira fase.

 

Brasiliense

Foto: Marcelo Ferrelli / Gazeta Press

A ascensão: brilho na Copa do Brasil e nos acessos rumo à Série A

Ninguém sabia quem era o Brasiliense até a Copa do Brasil de 2002, quando o time presidido pelo ex-senador Luiz Estêvão –cassado dois anos antes por desvio de verbas públicas – chegou à final da competição e fez jogos duros contra o campeão Corinthians. No mesmo ano, a equipe foi campeã da Série C, e em 2004, o título da Série B garantiu o time do Distrito Federal na elite do futebol brasileiro. De quebra, entre 2004 e 2009, o clube emendou seis títulos estaduais seguidos.

A queda: campanhas medíocres e rebaixamentos

A aventura do Brasiliense na primeira divisão brasileira durou só uma temporada: em 2005, o time ficou na lanterna da Série A e foi rebaixado. Entre 2006 e 2009, campanhas medíocres na Série B deixaram o time sempre longe do retorno. Até que vieram os rebaixamentos: em 2010, caiu para a Série C, e em 2013, foi parar na Série D. No ano passado, tentou pleitear um acesso na Justiça, mas não conseguiu. Dentro de campo, caiu nas quartas de final da Série D para o Brasil de Pelotas.

Fonte: Terra
  • separator
  • comentários
publicidade