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Após denúncia sobre Rio 2016, Frank Fredericks deixa cargo na Iaaf

6 mar 2017
22h12
atualizado às 22h12
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O ex-velocista namíbio Frank Fredericks deixou o cargo de membro da força-tarefa da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf, na sigla em inglês) que estuda a possibilidade de retorno da Rússia às competições após os escândalos de doping em que o país se envolveu. A saída do ex-atleta ocorreu poucos dias após o seu nome ter sido citado em denúncia feita pelo jornal francês Le Monde, que o relaciona em um possível esquema de corrupção que facilitou a vitória do Rio de Janeiro para sediar as Olimpíadas de 2016.

Segundo nota da Iaaf, a saída de Frank Fredericks do cargo foi selada após acordo com o presidente da entidade, Sebastian Coe, que inclusive já indicou o esloveno Rozle Prezelj, ex-atleta do salto em altura, para assumir a função.

Ns nota, Frank Fredericks citou as investigações pelas quais está passando como um dos motivos para o pedido de afastamento, já que o processo de readmissão da Rússia é delicado e não pode ser atrapalhado pelas acusações. "Eu decide me retirar da força-tarefa para que o trabalho não seja questionado em meio às alegações feitas contra mim feitas pelo Le Monde. É importante que a força-tarefa seja vista como livre e justa, sem influência externa", afirmou.

Sebastian Coe confirmou o motivo para o afastamento de Frank Fredericks. "O trabalho da força-tarefa da Iaaf é de extrema importância para a reconstrução da confiança na Rússia, cujo sistema nacional frustrou nas aspirações de jovens atletas limpos e na integridade das competições. A sua coordenação com a Rusaf e o monitoramento da sua aceitação e adesão aos critérios de verificação e condições de reintegração é crucial para que trabalhemos para o retorno dos atletas às competições internacionais em um ambiente seguro", declarou.

A denúncia feita pelo jornal Le Monde tem como base o Ministério Público Financeiro de Paris, que afirma ter indícios de recebimento de propina por Frank Fredericks na votação realizada em outubro de 2009, na Dinamarca, que resultou na escolha do Rio de Janeiro como país sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

De acordo com as investigações, a empresa Yemi Limited, que está situada nas Ilhas Seicheles e é comandada por Frank Fredericks, teria recebido um valor de US$ 299,3 mil (R$ 938 mil na cotação atual) no dia da escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. O ex-atleta era o responsável pela votação.

As investigações afirmam que este depósito teria sido feito por intermediários, porém, teria partido da empresa Matlock Capital Group, presidida pelo empresário brasileiro Arthur Cesar de Menezes Soares Filho, que teria ligação direta com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, comandado na época por Sérgio Cabral. O ex-governador encontra-se atualmente preso devido às investigações relacionados à Operação Lava-Jato, na qual é réu por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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