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Presidente do Comitê Olímpico Japonês depõe no caso de Tóquio 2020

8 fev 2017
06h17
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O presidente do Comitê Olímpico do Japão (COJ), Tsunekazu Takeda, revelou nesta quarta-feira que foi interrogado em Tóquio devido a investigação da Justiça da França sobre a legitimidade de uns pagamentos realizados durante a candidatura olímpica da cidade japonesa.

Promotores japoneses realizaram o interrogatório na semana passada a pedido da França, que questiona uns supostos pagamentos feitos pela organização de Tóquio-2020 ou entidades próximas a uma conta opaca, suspeitando se tratar de subornos para conseguir a escolha de Tóquio como sede olímpica.

O japonês, quem presidiu o comitê da candidatura, revelou em declarações a veículos de imprensa locais que decidiu falar "com o objetivo de colaborar com a investigação da França" e que em seu testemunho defendeu a legalidade dos desembolsos, conforme determinado na investigação do JOC realizada entre maio e setembro de 2016.

A justiça francesa investiga a legalidade de vários pagamentos no valor de aproximadamente US$ 2 milhões, supostamente realizados pela organização de Tóquio 2020 ou entidades ligadas a ela, a uma conta opaca vinculada ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

A conta beneficiada pertencia a empresa Black Tidings, em nome de Ian Tan Tong Han e vinculada a Papa Massata Diack, filho do ex-presidente da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF, sigla em inglês), Lamine Diack.

Takeda já havia defendido que os desembolsos foram declarados, auditados e notificados ao COI em compensação aos serviços do trabalho realizado pela empresa de consultoria, "uma prática padrão" quando se aspira a sediar os Jogos Olímpicos.

As autoridades francesas encarregadas de crimes financeiros suspeitam, no entanto, que possa ter crimes de "corrupção e lavagem de dinheiro" nestas transações realizadas a partir de um banco japonês entre julho e outubro de 2013.

Diack, membro de Comitê Olímpico Internacional (COI) entre 1999 e 2013, renunciou em 2014 como principal dirigente da IAAF após o escândalo por haver aceitado propinas da federação russa de atletismo para encobrir os resultados positivos em teste de doping em alguns dos seus atletas.

EFE   

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