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São Paulo reduz dívida quase pela metade e quer 2017 gordo

Enquanto resultados dentro de campo são ruins, diretoria comemora números positivos fora dele. Redução expressiva da dívida será apresentada segunda ao Conselho

1 set 2016
07h17
atualizado às 09h51
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Apesar da crise dentro de campo, externada pela situação ruim na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro, fora dele o São Paulo encontra motivo para comemorar. Na próxima segunda-feira, o departamento financeiro apresentará números expressivos na reunião do Conselho Deliberativo. Em todas as esferas, a dívida do clube diminuiu de maneira substancial na gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva.

O levantamento tem como base dezembro do ano passado ao mês de de agosto, que acabou ontem. A dívida bancária, por exemplo, a mais fundamental para o funcionamento imediato do clube, caiu de R$ 91 milhões para R$ 48 milhões. Uma redução de 47%.

A dívida total, sem contar a parte tributária, que é financiada no Profut, também caiu consideravelmente. Era de R$ 170 milhões em dezembro e passou a R$ 116 milhões, redução de 32%. Aí entra a parte operacional, com os gastos gerais no futebol, no social... No que diz respeito aos encargos tributários, o montante a ser quitado é de R$ 77 milhões. No entanto, o clube obteve facilidades no financiamento da dívida ao aderir à Lei de Responsabilidade Fiscal.

Enquanto resultados dentro de campo são ruins, diretoria comemora números positivos fora dele. Redução expressiva da dívida será apresentada segunda ao Conselho
Enquanto resultados dentro de campo são ruins, diretoria comemora números positivos fora dele. Redução expressiva da dívida será apresentada segunda ao Conselho
Foto: Lance!

O resultado positivo é fruto de alguns aspectos. Neste ano, o arrecadado com o marketing apenas no uniforme superou os R$ 30 milhões. O clube também recebeu R$ 60 milhões de luvas da TV Globo por cessão de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro em tv fechada de 2019 a 2024. Além disso, entrou em vigor uma política de redução de gastos imposta pelo diretor financeiro Adílson Alves Martins e cumprida pelas demais diretorias, inclusive no futebol.

A cúpula ainda comemora o fato de os números estarem chancelados pela PriceWaterhouseCoopers, empresa que faz auditoria em todas as contas do clube. A gigante no mercado internacional foi paga por Abilio Diniz, empresário torcedor do clube que hoje faz a oposição mais ferrenha à gestão Leco.

A situação permitiu ao São Paulo segurar a venda de Rodrigo Caio, mesmo com propostas na casa de 10 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões) e a sonhar com um 2017 pomposo, com maior investimento no futebol. Para isso, no entanto, o time precisa terminar 2016 bem, sem o temido rebaixamento. A equipe ocupa a 11ª colocação, com 28 pontos, quatro acima da zona. Na Copa do Brasil, o time perdeu o duelo de ida das oitavas de final para o Juventude por 2 a 1, no Morumbi. Depois disso, a torcida invadiu o CT, agrediu jogadores e cobrou a diretoria.

 

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