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Parceiro de Guardiola assume clube da Segundona de São Paulo

2 out 2015
07h53
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Um pouquinho de Pep Guardiola estará em ação na próxima edição da Série A2 do Campeonato Paulista. O Batatais anunciou Thiago Oliveira como seu novo treinador, com a missão de levar o clube à elite em São Paulo. Oliveira, revelado pelo São Paulo na geração de Kaká, Fabio Simplício e Júlio Baptista, rodou o mundo do futebol, atuou na Suécia e no Qatar, onde se tornou parceiro do atual treinador do Bayern de Munique.

Quando conheceu Pep Guardiola, em 2003, no Qatar, Oliveira conta que ganhou mais do que um jogador de referência no Al-Ahli. Ele sabia que o então meia recém-contratado junto ao Brescia seria um dos melhores técnicos do mundo.

- Tive o prazer na temporada 2003/2004 de jogar a Liga do Qatar pelo Al-Ahli, com o Guardiola. Ele tinha vindo da Itália, eu cresci bastante na carreira por ter jogado com ele. Cresci na parte tática, técnica, o respeito pelos adversários... Desde aquela época, todos percebiam que o Guardiola seria um grande treinador. Praticamente dentro de campo ele era nosso treinador.

Com dicas, conselhos e conhecimento técnico e tático, Oliveira encerrou a carreira de jogador para "continuar" no futebol. Sempre de olho no trabalho do famoso amigo catalão, ele começou a estudar e se preparar. Passou por um período de estágio no São Paulo e no Botafogo, trabalhou em clubes como Sinop, Mixto e Dom Bosco, além do Taboão da Serra, antes de assumir o Batatais. Mas a grande experiência foi um período de observação do Bayern de Guardiola na pré-temporada dos bávaros, no Qatar.

- O período que eu tive de observação com o Guardiola de duas semanas no Qatar foi muito bom. Um amigo conseguiu essa situação, e também tive oportunidade de ter um contato positivo com o Laudrup. O Pep continua aquela pessoa solícita, legal. Ele me passou algumas situações de futebol e tática. Com o (Michael) Laudrup - então treinador do Lekhwiya - também aprendi bastante.

BATE-BOLA:

L!: Como surgiu o interesse em virar técnico?

R: Parei de jogar em 2012, mesmo assim tive algumas propostas aqui no Brasil e fora do país também. Mas a carreira de jogador é curta, então sentei com meus familiares e amigos achei melhor tomar essa decisão, de começar a estudar a carreira de treinador, fazer estágios e aprender. É totalmente diferente ser jogador e comandante. Fiquei um mês no São Paulo, depois no Botafogo. Então essas foram oportunidades que abracei, trabalhei já no Sinop, meu primeiro time. Fizemos uma boa campanha, levamos o clube até a semifinal do Estadual. Depois passei pelo Mixto, do Mato Grosso, e Dom Bosco. Lá também fiz uma boa campanha, e vim disputar a Segunda Divisão pelo Taboão da Serra. Foram 11 jogos, seis vitórias, quatro empates e uma derrota. Saí por questões extra-campo, mas foi uma ótima oportunidade na carreira.

L!: O que você mais gostou do período de estágio com Guardiola no Bayern? Você pretende implementar o estilo de Pep em suas equipes?

R: O que eu mais gostei e aprendi, além da questão de treinamentos e sistema tático, foi o compromotimento do jogador europeu. Meu estilo de trabalho vai depender muito da equipe, mas sempre quero priorizar o futebol brasileiro, a técnica. Tive grandes treinadores na base do São Paulo, que sempre jogaram de forma ofensiva.

L!: Qual é a sua expectativa com o trabalho no Batatais?

R: Feliz com essa oportunidade no Batatais, na Série A2, que terá grandes equipes. Estamos confiantes no trabalho que será desenvolvido, e faremos um grande campeonato.



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