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Coritiba

Quem é quem: os personagens do histórico Atletiba cancelado pela FPF

Dirigentes de Atlético-PR, Coritiba e FPF, além da arbitragem, foram protagonistas no jogo que não aconteceu

20 fev 2017
16h08
atualizado às 16h08
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O clássico Atletiba 370, cancelado no domingo, ficará para a história do futebol brasileiro. Dirigentes de Atlético-PR e Coritiba se recusaram a parar a transmissão feita pelo Youtube e em suas páginas no Facebook.

A Federação interviu e não deixou o duelo acontecer, alegando que haviam pessoas sem credenciamento trabalhando. Atletas das duas equipes subiram ao gramado, juntos e de mãos dadas, para saudar as torcidas presentes em um ato simbólico.

O Brasil e até o mundo viram e repercutiram o acontecimento do dia 19 de fevereiro. Mas muitos não reconhecem os rostos e as histórias das pessoas envolvidas no episódio que marcou o final de semana. O Lance! apresenta abaixo:

Jogadores protagonizaram uma cena marcante, unidos e de mãos dadas, saudando as torcidas presentes na Arena. (Reprodução/Frame)
Jogadores protagonizaram uma cena marcante, unidos e de mãos dadas, saudando as torcidas presentes na Arena. (Reprodução/Frame)
Foto: Lance!

Holzmann é braço direito de Petraglia. (Divulgação/Atlético-PR)

Mauro Holzman: é o atual diretor executivo de Marketing e Comunicação do clube e muito contestado pela torcida na função. Braço direito de Mário Celso Petraglia, ele foi uma das pessoas do Atlético-PR que mais lutou pela transmissão pelo Youtube do clássico Atletiba. Foi o primeiro a declarar, durante a exibição, que o Atletiba não iria acontecer se a Federação Paranaense de Futebol (FPF) não recuasse.

Mario Celso Petraglia é o dirigente mais importante na história recente do Furacão. (Foto: Igor Siqueira)

Mario Celso Petraglia: figura rubro-negra conhecida desde 1995, Petraglia é o presidente do Conselho Deliberativo e principal nome na história recente do Furacão. Foi ele quem bateu o pé pela realização da Copa de 2014 na Arena, sem a divisão com construtoras, além da ideia do teto retrátil e da grama sintética. Entusiasta da ideia de que "a união faz a força", o dirigente alinhou suas ideias com o rival Coxa e, juntos, procuram patrocinadores em comum, assinaram com o Esporte Interativo no período 2019-2024 e agora inovaram com a transmissão pelo Youtube. Ele, aliás, tem a ideia de usar a Arena como estádio único para a dupla Atletiba - algo que não é bem visto pelas torcidas.

Bacellar (à dir.) ao lado de dirigentes da CBF, Gomyde (centro) e Petraglia (à esq.). (Rafael Ribeiro/CBF)

Rogério Bacellar: desde quando assumiu a presidência do Coritiba, em janeiro de 2015, adotou uma política de aproximação ao rival Atlético-PR. Após o clássico deste domingo, o dirigente não poupou críticas contra a Federação Paranaense de Futebol. "A atitude da Federação foi uma vergonha. Prejudicou milhares de torcedores das duas instituições", esbravejou. Vale lembrar que, assim como o Furacão e o Paraná, o Coritiba apoiou o candidato da oposição, Ricardo Gomyde, na última eleição da FPF e provocou o racha com a entidade. Ele foi derrotado, mas os ideiais entre as equipes rivais seguem em tratativas.

Luiz Salim Emed mantém o projeto de Petraglia no CAP. (Foto: Gustavo Oliveira/Site Oficial)

Luiz Sallim Emed: desde que assumiu o papel de presidente do Conselho Administrativo do Atlético-PR, Emed mantém a linha do projeto encabeçado por Petraglia, responsável pelo Deliberativo. O grande mérito dele é uma relação mais tranquila com pessoas de fora, como o próprio Coritiba e até mesmo com a imprensa. Sobre o episódio deste domingo, ele definiu da seguinte forma: "Foi um argumento mais técnico para justificar essa decisão. É tão periférico e sem nenhuma força. Credenciamento de duas pessoas é mais importante que 25 mil pessoas vendo o jogo", protestou. E pediu para presidentes de outros clubes comecem a dizer mais "não" às regras impostas nos bastidores do futebol brasileiro.

Cury é presidente da FPF desde 2007. (Julia Abdul-Hak/Backstage Comunicação)

Hélio Cury: presidente da Federação desde 2007, Cury teve a última reeleição em março de 2015, mas viu o Trio de Ferro romper com ele e o triunfo foi graças aos clubes amadores, que têm o mesmo poder de voto que os profissionais. O Paraná, por sua vez, voltou a ter ligações com o dirigente após o pleito - diferente da dupla Atletiba, que vive uma briga política. O clássico de domingo foi o ápice da guerra entre eles, com o mandatário da FPF tendo sua imagem desgastada por todo o Brasil, muito por conta de suas desastrosas declarações na imprensa após o cancelamento da partida. Cury alegou que o jogo aconteceria se profissionais do Esporte Interativo estivessem credenciados e que a transmissão online não era problema.

Traci é árbitro aspirante a Fifa. (Divulgação/CBF)

Rafael Traci: durante a exibição, o quarto árbitro desmente a tese da FPF sobre o credenciamento ter impedido a realização do jogo. "(A ordem) vem do próprio presidente Hélio Cury. O pessoal não pode transmitir, porque não é a detentora do campeonato. É isso que a gente recebeu de informação". O mandatário da Federação rebateu dizendo que ele é despreparado e que nem conversou com o profissional. No quadro da CBF desde 2013, Traci, 35 anos, é árbitro aspirante a Fifa - a promoção aconteceu em 2016.

Lance!

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