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São Januário 90 anos: Colina cresce e se transforma em complexo esportivo

Este capítulo da série especial dos 90 anos da casa vascaína mostra a sua evolução e a estrutura que tem hoje em dia, como o parque aquático, ginásio, Caprres e campo anexo

17 abr 2017
14h10
atualizado às 14h10
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Ao longo dos anos, São Januário foi crescendo e se transformou em um grande complexo. Como o Vasco sempre foi um clube poliesportivo, a Colina Histórica já nasceu com locais para outras modalidades além do futebol. Em seu projeto inicial, já havia perspectivas para a construção de outros equipamentos, que foram viabilizados com o passar do tempo. Este capítulo da série especial do aniversário de 90 anos do templo vascaíno, comemorado no dia próximo dia 21 de abril, mostra sua evolução e a estrutura que tem hoje em dia.

- Na inauguração tinha o estádio, a quadra de tênis, as quadras de basquete e vôlei, e a pista de atletismo. A ideia era um estádio, mas formava-se um complexo desde então. Não era só o futebol. No projeto original já tinha planos para a construção de uma piscina ou um estádio aquático, como diziam na época. Você tinha perspectivas de outras construções, que com o passar dos anos foram sendo viabilizados. Todos os projetos, que só usam recurso do clube, precisam de viabilidade econômica. Por isso demorou um pouco - conta Walmer Peres, historiador do Centro de Memória do Vasco.

Na década de 50, o Cruz-Maltino deu grandes avanços em sua estrutura. Em 30 de agosto de 1953, o clube inaugurou o seu parque aquático, que na época era o maior da América do Sul. Ele sediou pela primeira vez no Brasil uma etapa da Copa do Mundo de Natação, em 1998.

O local tem quatro piscinas (uma olímpica, uma para saltos ornamentais e duas pequenas, para o aquecimento), plataforma para saltos, vestiários, sala de musculação, arquibancadas cobertas e uma estação de tratamento de água. No momento, o parque passa por uma reforma. As piscinas já estão praticamente prontas e agora as obras estão na parte estrutural.

- A gente está na parte de recuperação estrutural da arquibancada. Nas piscinas em si já não tem nada o que fazer, faltam só os testes de alguns equipamentos - disse André Luiz Vieira Afonso, Vice-Presidente de Obras de Engenharia e Patrimônio do clube, revelando que a reforma não tem um prazo para terminar.

- Não! Isso é uma obra estrutural, precisa verificar com muito cuidado. Os reparos precisam ser periódicos, temos que fazer com carinho para ficar tudo direitinho - completou.

Em agosto de 1955 foi a inauguração da Capela de Nossa Senhora das Vitórias, padroeira do clube. Nela, são celebrados batizados, casamentos e missas. O local é importante, tanto que alguns projetos para a modernização do estádio já foram negados por prever a sua demolição ou deslocamento. A capela recebeu uma reforma em 2005.

No ano seguinte, em setembro, foi a vez da abertura do ginásio. O local que hoje vem recebendo os jogos do time de basquete passou por uma grande reforma em 2015 graças a mobilização da torcida. Parte da verba para as obras veio de uma campanha de financiamento coletivo pela internet entre torcedores e sócios de todo o país.

Com o passar dos anos, o Vasco foi comprando imóveis ao redor, incorporando e aumentando seu patrimônio. Atualmente a área de São Januário tem 80 mil metros quadrados (inicialmente era de 65.445), ocupando praticamente todo o quarteirão. A última grande aquisição foi no início dos anos 2000.

Um dos sobrados adquiridos se transformou no Colégio Vasco da Gama, fundado em 2004 e motivo de orgulho do clube. A escola de ensinos fundamental e médio é destinada para os atletas de diversas modalidades do Cruz-Maltino. Ela tem uma metodologia destinada a eles, com calendários especiais para treinos, competições e viagens. Nesse espaço também foram construídos o refeitório para os atletas da base e o restaurante dos profissionais.

Dessa área também nasceu o Ginásio Antônio Soares Calçada, conhecido como 'Forninho'. Ele era uma antiga fábrica de latas e foi transformado em equipamento esportivo pelo Vasco em 2011. Ele conta com capacidade para 200 pessoas, já sediou jogos de vôlei e agora é muito usado pela base do basquete e formaturas do colégio. Além disso, o complexo também tem duas quadras poliesportivas cobertas.

No dia 2 de junho de 2015, o Vasco reinaugurou a Pousada do Almirante, alojamento para as categorias de base do clube. O local conta com sete quartos com ar condicionado e espaço para 60 atletas, além de salão de internet, auditório, copa e salas da direção do futebol amador. O espaço também é usado pelos jogadores profissionais para assistir vídeos e descansar em dias de treinos integrais. Além disso, parte da base também fica em um alojamento que era a antiga concentração do time de cima.

Caprres e campo anexo

Em 2016, o Cruz-Maltino construiu equipamentos importantes para o futebol. O principal deles foi o Caprres (Centro Avançado de Prevenção, Recuperação e Rendimento Esportivo), inaugurado em setembro e que se tornou a menina dos olhos do clube. Construído em uma área de 600 metros quadrados com um investimento de R$ 5 milhões, o moderno espaço é uma referência. Ele conta com equipamentos de alta tecnologia, como câmera termográfica (capaz de avaliar processos inflamatórios), piscina especial com recursos de inteligência e a esteira Alter G, famosa por ser idealizada pela Nasa. Ela permite que os jogadores corram com redução de 80% do peso, diminuindo assim o impacto e ajudando na recuperação. Em dezembro, o foi a vez do Caprres destinado para as categorias de base.

Menos de um mês depois do Caprres, o Vasco inaugurou o campo anexo, localizado atrás das arquibancadas. O local é utilizado para treinos durante a semana, poupando o gramado principal de São Januário.

Com toda essa estrutura, o elenco profissional fez a primeira parte da pré-temporada este ano em São Januário. Logo depois, o time viajou para o Estados Unidos para a disputa da Florida Cup.

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