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Vice: Fla deve ganhar mais da TV por ser "maior do Brasil"

21 abr 2017
13h11
atualizado às 13h35
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O vice-presidente de finanças do Flamengo, Cláudio Pracownik, fez uma análise positiva do balanço financeiro do clube, divulgado no início de abril. De acordo com os números, o Rubro-Negro registrou um superávit de R$ 153,4 milhões no ano passado. Além disso, a dívida global foi reduzida de R$ 447 milhões para R$ 390 milhões (queda de 13% em relação a 2015). De acordo com o dirigente, os números mostram que o Fla é 'o maior do Brasil'.

"Começamos a investir mais e a colher mais. Saímos de um círculo de apenas reestruturação para um círculo virtuoso. O Flamengo sempre foi o maior do Brasil e hoje, em números, efetivamente é. O Flamengo também é uma potência na América Latina e diria até que mundialmente. Nós tivemos um faturamento bruto superior a meio bilhão de reais. São poucos clubes no mundo que têm isso. O Flamengo está em um grupo seleto", disse Pracownik ao site oficial do clube.

O que chama atenção no balanço financeiro do Flamengo é que o montante de receita foi impulsionado pelos valores oriundos dos direitos de transmissão. Se em 2015 o Fla ganhou R$ 127 milhões da televisão, as cifras chegaram a quase R$ 300 milhões (R$ 297,1 milhões, para ser mais exato) em 2016, graças ao novo contrato assinado com a Globo, que rendeu pagamento de luvas ao clube (R$ 120 milhões, ao todo, que serão recebidos em parcelas).

Os direitos de TV compensaram a perda de receitas em outros setores do futebol, como bilheteria (de R$ 43 milhões para R$ 39 milhões), patrocínio (de R$ 85 milhões para R$ 66 milhões) e sócio torcedor (de R$ 29 milhões para R$ 26 milhões). Todos registraram queda.

Pracownik afirma que o Flamengo é merecedor desta quantia recebida pelos direitos de transmissão de jogos pela TV.

"O Flamengo vai sempre lutar pelos seus interesses. Temos que ganhar mais do que os outros times, simplesmente porque merecemos ganhar. O Flamengo tem a maior e melhor torcida do mundo, muito mais exposição na mídia e, portanto, uma marca mais valiosa que atrai mais patrocinadores. Mesmo os outros clubes arrecadam mais por causa do Flamengo, isto na medida em que o Flamengo leva mais torcedores aos jogos em que eles são os mandantes e têm direto à renda. O Flamengo é um trem pagador do futebol brasileiro, dá dinheiro para todos, porque é grande. Então nosso lugar é um lugar de merecimento", analisa.

O dirigente diz que o Flamengo não está muito longe da realidade de gigantes europeus no que diz respeito ao faturamento. Ele diz torcer para que os outros clubes brasileiros 'cresçam'.

"Em termos de faturamento, não acho essa realidade (potências europeias) tão distante (do Flamengo). Quando as pessoas perguntam para mim 'O que falta para o Flamengo ser o Barcelona?', eu digo 'Faltam, por exemplo, os nossos principais rivais serem o Real Madrid, o Atlético de Madrid, o Chelsea, o Bayern...'. O Flamengo faz parte de um ecossistema: o futebol brasileiro. Nós não queremos ser o "menos pior de todos os piores". Nós queremos ser o "melhor dos melhores". É preciso que o futebol brasileiro cresça, que os demais clubes coirmãos cresçam, para que o Flamengo seja um potência mundial. É preciso uma união dos clubes brasileiros, uma reforma no modelo federativo, confederativo de futebol e também dos esportes olímpicos. É preciso que o todo cresça e se profissionalize", ponderou.

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo / LANCE!

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